O final da temporada se aproxima e Lucas di Grassi ainda não sabe qual será o seu emprego em 2008. Terceiro colocado da última temporada da Fórmula GP2 mesmo sem ter disputado as seis primeiras corridas do ano, ele é cotado para substituir Nelsinho Piquet na Renault. Porém, além do compatriota, é obrigado a enfrentar a concorrência do franco-suíço Romain Grosjean.
Mas, independente da decisão da escuderia francesa, Di Grassi tem certeza de uma coisa: só uma boa proposta o faz sair da Renault em 2009. “Sei que existe o interesse de outras equipes em mim, mas só vou sair daqui para ser titular. Se for para continuar como reserva, eu fico na Renault”, comentou o novato. “Essa demora me atrapalha, claro, mas o que eu posso fazer?”, questionou.
A respeito das declarações de Nelsinho Piquet, que nesta quarta disse que há uma pressão interna por um piloto francês na equipe, Di Grassi concordou. “Mas a questão é saber o quanto isso o faz sair na nossa frente”, afirmou, ele mesmo sem saber uma resposta.
Lucas também se disse ciente da disputa pela qual passa, visto que Piquet tem a vantagem de já possuir uma temporada de experiência. “O meu melhor ponto é que os engenheiros gostaram muito do meu trabalho na GP2 e nos testes”, lembrou.
Corrida – Questionado sobre a disputa do título neste domingo, Lucas admitiu que dificilmente Hamilton perderá a taça. “Para o Felipe ser campeão, é preciso que quatro carros estejam entre ele e Hamilton e, no atual estágio da McLaren, isso só vai acontecer se houver algo excepcional na prova”, analisou.
A torcida, porém, não perde as esperanças. “Se o Felipe ganhar, eu até vou adiar a minha volta para a Ingalterra para comemorar com ele. O Massa é um ícone do automobilismo brasileiro hoje em dia”, comentou.