Mesmo sem o corpo da vítima nem a preservação do local do crime, o assassinato de Eliza Samudio, de 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, também de 25 anos, principal suspeito do caso, pode acabar em condenação. Novas técnicas de investigação – e depoimentos colhidos pela polícia mineira até o momento – podem ser suficientes para reconstituir o que aconteceu e apontar a autoria do assassinato.
“Uma investigação de homicídio precisa seguir um raciocínio lógico a partir das evidências encontradas. Nunca uma ideia pode vir antes da evidência. O desafio da polícia passa então a ser a definição da autoria, motivo e circunstâncias. Sempre baseada em provas subjetivas e objetivas”, explica o diretor do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa de São Paulo, Marco Antônio Desgualdo.
No quebra-cabeça que começa a ser montado em Minas Gerais, as provas subjetivas são os depoimentos. Dois deles, dados por primos do goleiro, apontaram o local do crime – a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, em Vespasiano –, definiram trajetos, datas e carros usados pelo grupo. Versões que precisam ser sustentadas pelas provas objetivas.
Nesse ponto, avanços tecnológicos e novas técnicas da medicina legal fazem a diferença. “Luzes e reagentes que fazem aparecer vestígios e manchas invisíveis a olho nu, além de testes laboratoriais de DNA e informações fornecidas pelo celular estão entre os avanços”, explica a perita criminal Rosângela Monteiro.
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