Duas das entidades nacionais mais importantes de esportes olímpicos, as Confederações Brasileiras de Desportos Aquáticos (CBDA) e Atletismo (CBAt) não mostraram entrosamento ao comentarem as demolições do Parque Aquático Júlio Delamare e do Estádio Célio de Barros. Sedes dos Jogos Pan-americanos em 2007, as instalações serão desativadas para o projeto de candidatura do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016.
Presidente da CBDA, Coaracy Nunes não gostou do fim do Júlio Delamare. No entanto, mesmo sabendo que uma das mais importantes sedes de competições aquáticas do Brasil irá abaixo após custar mais de R$ 6 milhões para ser reformada, o mandatário pareceu entender a medida tomada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
“É claro que, na nossa opinião, o Júlio Delamare não deveria ser destruído”, comentou Coaracy. “Mas o (presidente do COB, Carlos Arthur) Nuzman disse que seria necessário utilizar essa área para a Copa do Mundo (em 2014) e para as Olimpíadas”, reconheceu.
“Ele garantiu a construção de um novo parque aquático nas mesmas condições que as atuais. Fui informado de que as obras só começarão em 2011 e como só sairemos de lá quando esse novo Júlio Delamare estiver concluído, não temos por que impedir essa decisão”, completou.
Já o presidente da CBAt, Roberto Gesta, se mostrou otimista com o fim do Estádio Célio de Barros. “O atletismo brasileiro vai ganhar com essas mudanças. O Nuzman garantiu à nossa entidade que o novo estádio será maior e mais moderno que o atual, que tem capacidade para cinco mil pessoas. O novo terá pista de aquecimento e poderá receber muito mais pessoas”, comentou.