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Brasil

Depois de ser operado, Nalbert evita falar em Pequim-2008

Arquivo Geral

29/08/2007 0h00

Submetido a uma cirurgia no ombro direito na manhã desta quarta-feira, o ponteiro Nalbert Bittencourt passa bem. De acordo com Carlos Antônio Ferreira Pereira, médico do Minas/Telemig Celular, clube do atleta, o procedimento para reparar a ruptura do tendão supra-espinhal foi um sucesso.


“O atleta receberá alta na tarde desta quinta-feira, quando iniciará o processo de recuperação do pós-operatório imediato junto a sua família. O prognóstico continua sendo o esperado, com possível retorno às suas atividades plenas entre cinco e seis meses”, destacou o médico. A operação foi realizada no Hospital Ortopédico, em Belo Horizonte, pelo médico Gleydson Coutinho e acompanhada pela equipe médica do Minas Tênis Clube.

Nalbert vai passar o primeiro período de recuperação na casa da mãe no Rio de Janeiro, mas a fase final de recuperação será no serviço de fisioterapia do Minas. Essa é a segunda cirurgia a que Nalbert se submete na carreira. A anterior foi pelo mesmo motivo, mas no ombro esquerdo, em 2004. Na época, Nalbert conseguiu uma recuperação fantástica e pôde estar no grupo que ganhou o ouro nas Olimpíadas de Atenas.

Ele, porém, não está tão otimista sobre sua participação nos Jogos de Pequim, em 2008. “Diante desta situação, não tenho como pensar em Pequim. Meu grande objetivo é voltar para as quadras, pelo menos por enquanto. Meu único compromisso é com a minha recuperação e com o Minas, equipe que me acolheu e que espero ajudar nas finais da Superliga ou, se possível, na fase classificatória”, destacou.

O jogador, no entanto, não se abala. “Este é um momento de reflexão em relação à carreira e à vida, de pensar em tudo. Não é a hora de tomar nenhuma decisão precipitada. Tenho muito prazer em jogar. É o que mais gosto de fazer e o que as pessoas mais gostam de me ver fazendo”, afirmou.

Nalbert lembra que joga vôlei desde os dez anos de idade e só teve duas lesões sérias, justamente as dos ombros. As outras foram torções ou ainda o estiramento na coxa esquerda que o tirou do Pan, que não chegou a ser grave, mas aconteceu em uma hora errada. “Para jogar em alto nível, sempre tive de ir ao limite. E, depois de quase 25 anos, é normal que o corpo sinta este esforço. Um carro, mesmo o melhor do mundo, com 100 mil quilômetros, vai apresentar problemas. Terei de conseguir continuar competitivo ainda, mas de uma forma diferente”, comentou o atacante.

Ele explicou como descobriu a nova lesão. “Eu sentia uma dorzinha, um incômodo, ainda quando estava na praia, mas não era nada que me impedisse de jogar. Porém, após a lesão na coxa e de quase um mês parado, a dorzinha continuou. Achei estranho e resolvemos avaliar melhor. Foi constatado o rompimento no ligamento e eu até poderia tentar continuar jogando, mas o risco ia ser grande e não teria confiança para jogar como devo. Por isso, e também para ter tempo de atuar ainda na Superliga, resolvemos fazer a operação”, encerrou.

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