Andreia Salles, Jorge Eduardo Antunes, Paulo Gusmão e Soraya Kabarite
Especial para o Jornal de Brasília
A ideia do casal de carnavalescos Renato e Márcia Lage era levar para a Marquês de Sapucaí um enredo levemente crítico dos maus hábitos e jeitinho dos brasileiros. O samba não ajudava muito, mas o histórico da dupla, com quatro títulos na elite, recomendava bem, apesar da certa dose de hipocrisia do enredo, já que foi uma virada de mesa que manteve a Acadêmicos do Grande Rio no Grupo Especial, por conta da virada de mesa após o rebaixamento do ano passado.
Mas já se via antes do desfile que não ia funcionar. Mesmo com desfilantes às lágrimas, de emoção, a passagem da Grande Rio foi pouco emocionante. Fria até. Bem dividida em setores, a escova pecou com fantasias muito iguais e sem criatividade, como as dos motoboys e dos guardas de trânsito.
O samba, como já dito, era pouco empolgante e arrastado e as alegorias pouco puderam fazer. Não foi o desastre do ano passado, quando a quebra do último carro alegórico fez o até então alegre desfile sobre Chacrinha virar um pesadelo. Deve garantir a escola de Duque de Caxias na elite, mas é muito pouco para quem já foi grande.