O delegado-adjunto da Divisão Anti-Seqüestro do Rio de Janeiro, order Alexandre Neto, foi baleado na tarde de hoje em Copacabana, zona sul da capital fluminense. O carro do delegado foi atingido por oito tiros disparados por passageiros de outro veículo.
Embora muitos tiros tenham sido disparados, o delegado não ficou gravemente ferido e passou por uma cirurgia de correção na mão.
Alexandre Neto seria o responsável pela elaboração de um dossiê sobre as atividades ilegais de um grupo de delegados e do deputado Álvaro Lins, ex-chefe da Polícia Civil. No ano passado, a deputada federal e inspetora licenciada da Polícia Civil Marina Magessi teria sugerido a morte de Neto em um telefonema no qual falava com o inspetor Hélio Machado da Conceição, o Helinho, que foi preso dois meses depois na Operação Gladiador.
Quando as informações da gravação foram divulgadas, Magessi se defendeu alegando que não tinha cometido crime algum, e que ter vontade de matar uma pessoa não é crime. Ela também disse que não tinha ligação com nenhum policial investigado pela Operação Gladiador.