A rigor, apenas os cinco primeiros colocados – Cacá Bueno, Hoover Orsi, Thiago Camilo, Giuliano Losacco e Antonio Jorge Neto – já estariam classificados. Mas, a partir do sexto colocado, o equilíbrio impede qualquer prognóstico. Entre todos há apenas a certeza que Santa Cruz do Sul poderá carimbar o passaporte daqueles que estão entre os top 10. “A comparação com o ano passado sugere que seriam necessários 45 pontos, mas o melhor mesmo é somar o máximo possível, garantir a vaga e deixar a corrida em Brasília para melhorar a posição entre os dez”, afirma Guto Negrão, que ocupa a 8ª colocação com 39 pontos.
Se a situação de Negrão é relativamente tranqüila, é dramática a dos veteranos Ingo Hoffmann, 12 vezes campeão, e Chico Serra, tri de 1999 a 2001. Ingo está em 17º com 20 pontos e não completou uma única volta nas últimas quatro etapas. Serra depende de um milagre, já que tem apenas sete. Dos últimos campeões, além da exceção representada pelo bi Giuliano Losacco, as melhores possibilidades são de David Muffato, que ganhou o título em 2003. O paranaense está em 13º, com 23 pontos.
Autódromo mais novo do Brasil, Santa Cruz do Sul recebe a Stock Car pela segunda vez. Em 2005, Cacá Bueno venceu e Giuliano Losacco terminou em segundo. Os dois brigariam até à última etapa em Interlagos, onde Losacco coroou uma recuperação fantástica com o bicampeonato. De certa forma, eles chegaram ao interior gaúcho nas mesmas condições do ano passado. Cacá lidera disparado com 100 pontos, 15 a mais que Hoover Orsi, que preferiu correr pela Grand-Am nos Estados Unidos. A ausência poderá ser aproveitada por Losacco, que soma 58 e sonha terminar a fase inicial entre os três primeiros.
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