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Brasil

Defesa Civil reforça apoio a Pernambuco e Paraíba após chuvas intensas

Equipes técnicas atuam em Recife para coordenar respostas a alagamentos, deslizamentos e mortes nos dois estados.

Redação Jornal de Brasília

02/05/2026 12h54

defesa civil pernambuco e paraiba

Foto: Governo de PE

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), acompanha de perto as fortes chuvas que afetam Pernambuco e Paraíba nos últimos dias. Desde o início dos eventos, a Defesa Civil Nacional atua de forma integrada com órgãos estaduais e municipais, enviando equipe técnica para apoio imediato às ações de resposta.

Neste sábado (2), quatro integrantes da Defesa Civil Nacional participam de reunião em Recife com representantes do Governo de Pernambuco, defesas civis municipais e outros órgãos. O encontro visa alinhar estratégias de atuação conjunta, orientar sobre o processo de reconhecimento federal de situação de emergência, solicitar recursos e prestar suporte direto aos municípios impactados. As equipes também planejam visitas técnicas às áreas atingidas e atendimentos presenciais às prefeituras.

Em Pernambuco, as chuvas das últimas 48 horas causaram alagamentos, inundações, deslizamentos de massa e desmoronamentos, além de danos a residências, acionamento de abrigos e comunidades ilhadas. Os impactos concentram-se na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata Norte, com maior gravidade em Recife, Olinda, Paulista, Goiana e Timbaúba. Foram registrados quatro óbitos: dois em Recife, no bairro de Dois Unidos, e dois em Olinda, todos decorrentes de deslizamentos de terra com desmoronamento de imóveis em áreas de encosta. Até o momento, há 1.253 pessoas desalojadas e 251 desabrigadas no estado.

Na Paraíba, os efeitos das precipitações se estendem principalmente a Conde, João Pessoa, Bayeux, Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras e Cabedelo. De acordo com dados preliminares da Defesa Civil estadual, 1.500 famílias foram desalojadas, 300 pessoas desabrigadas, cerca de 9 mil afetadas e dois óbitos registrados.

As ações continuam focadas no socorro à população, e os números podem ser atualizados conforme a evolução das ocorrências. Ainda não houve reconhecimento federal de situação de emergência para os municípios afetados, mas a equipe técnica já está em campo oferecendo suporte às autoridades locais.

A Sedec mantém monitoramento contínuo em regime de 24 horas, com comunicação permanente com órgãos federais, estaduais e municipais. O Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) emitiu 22 alertas durante o período crítico, elevando o nível operacional para Alerta Máximo devido aos impactos e à previsão meteorológica. Nas últimas horas, não houve novos alertas, e a redução no volume de chuvas sugere uma melhora no cenário, embora a atenção permaneça necessária ao longo do dia.

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