A advogada de defesa Ieda Ribeiro de Souza finalizou a sua parte de debates na tarde deste sábado, dia 20, após duas horas e meia de argumentações. A Promotoria havia iniciado a fase dos debates às 9h25, com a fala de Fernando Pereira da Silva, que ocupou as três horas a que tinha direito.
Os promotores recorreram à réplica para rebater os argumentos de Ieda – agora quem fala é Marcio Friggi, que tem duas horas para falar. Se a defesa quiser a tréplica, ela também terá duas horas.
A advogada citou três motivos para a absolvição dos 26 réus acusados pela morte de 15 detentos no segundo pavimento do Pavilhão 9 do Carandiru em outubro de 1992: Os policiais militares agiram no estrito cumprimento do dever legal, ou seja, eles tinham o dever de estar ali e agiram sob ordens; Eles agiram em legítima defesa. A advogada lembrou que uma testemunha de acusação, na segunda-feira, admitiu ter ouvido um disparo no presídio anterior ao ingresso da PM; Os réus só podem ser condenados pelo que fizeram.
Ieda defende a individualização da conduta dos PMs: “No direito, eu não digo, eu comprovo.” Ela ainda alegou que a denúncia ao réus, realizada pelo Ministério Público, deve ter sido feito às pressas, “de forma ridícula e risível”, para agradar organismos de direitos humanos internacionais.