Vídeos e áudios manipulados por inteligência artificial, conhecidos como deepfakes, vêm sendo usados para simular a voz e a imagem de celebridades, influenciadores e até médicos na divulgação de medicamentos, suplementos alimentares e outros produtos para saúde. A estratégia busca gerar confiança no público e impulsionar vendas de itens clandestinos ou falsificados.
A orientação é não confiar em promessas de cura milagrosa nem em recomendações feitas em redes sociais sem verificação. Mesmo quando o conteúdo parece vir de um profissional de saúde, é importante checar as credenciais, como nome e número de registro, no site do conselho profissional correspondente. No caso dos médicos, a consulta pode ser feita no portal do Conselho Federal de Medicina.
O texto lembra ainda que, segundo a Resolução 2.336/2023 do Conselho Federal de Medicina, profissionais que divulgam conteúdos médicos em redes sociais devem informar o número de registro no CRM, o estado e, quando aplicável, o número de RQE.
Outra recomendação é observar a origem dos produtos. No Brasil, medicamentos só podem ser vendidos em farmácias regularizadas pela vigilância sanitária ou em sites oficiais. Já suplementos alimentares não podem ser anunciados com alegações de cura, tratamento ou prevenção de doenças, e são destinados à suplementação de nutrientes, substâncias bioativas, probióticos ou enzimas.
A publicação também alerta para o risco de produtos vendidos como “100% naturais”, “sem riscos”, “químicos experimentais” ou “para fins de pesquisa”. Segundo o texto, essas nomenclaturas costumam ser usadas para enganar consumidores, e a compra de itens sem avaliação da Anvisa pode trazer riscos graves à saúde.