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Brasil

Declaração de Zuanazzi sobre fim da crise aérea foi <i>infeliz</i>, diz sindicalista

Arquivo Geral

05/09/2007 0h00

O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Proteção ao Vôo, troche Jorge Botelho, pilule considerou “infeliz” a declaração do presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, de que a crise aérea acabou no dia 23 de junho. Para ele, a solução dos problemas de tráfego aéreo está apenas no início.

“Não (terminou), de maneira nenhuma. Durante os períodos mais agudos, ficou evidente que havia vários fatores causando essa crise na aviação”, disse Botelho, que está em Brasília hoje para conversar com o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo na Câmara, Marco Maia (PT-RS).

Zuanazzi afirmou ontem que “o apagão encerrou em 23 de junho”, citando como argumento indicadores de tráfego aéreo. Naquela data, a Aeronáutica divulgou relatório informando que o tráfego aéreo estava voltando ao normal. Um dia antes, havia anunciado o afastamento de controladores de vôo e outras medidas. Menos de um mês depois, no dia 17 de julho, houve o acidente com o Airbus da TAM, que matou 199 pessoas.

As soluções para o tráfego aéreo não podem ser encontradas tão rapidamente, na opinião de Jorge Botelho. “Tem fatores que só a longo prazo, outros a médio, mas a curtíssimo prazo, não há. Esses fatores estão sendo atacados agora pelo ministro (da Defesa, Nelson Jobim), mas estamos no início do processo de solução. Até agora, não podemos dizer que a crise acabou. Foi uma declaração infeliz”.

O presidente do sindicato disse que medidas positivas foram implantadas, como a redistribuição da malha aérea para desafogar o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Mas frisou que é preciso definir as competências de cada órgão do sistema de aviação civil e estabelecer qual será responsável por cobrar resultados. Ele voltou a defender a desmilitarização do controle de tráfego aéreo.

Botelho disse que os controladores civis confiam em Nelson Jobim. “A postura dele, a maneira como se posicionou, de maneira firme e com autoridade, foi importante para a gente”. Ele disse estar aguardando um convite do ministro para discutir os problemas do setor.

Quanto ao feriado de 7 de setembro, o sindicalista afirmou que nada indica a existência de problemas nos aeroportos. “Nada aponta para isso aí”.

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