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Brasil

De volta ao Brasil, Lula Ferreira não diz se fica no comando da seleção brasileira de basquete

Arquivo Geral

04/09/2007 0h00

O técnico da seleção brasileira masculina de basquete, Aluísio Ferreira, desembarcou na manhã desta terça-feira, em Guarulhos (SP), sem responder a grande questão do dia: se continuará ou não no comando da equipe para o Pré-olímpico Mundial, em 2008. “Eu não vou responder isso agora”, disse, ao ser perguntado se gostaria ou não de permanecer na função. “Existem duas partes envolvidas, eu e a CBB. O que tem de ser considerado é se ambas querem a mesma coisa”.


 


Ainda nos Estados Unidos, o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Grego Bozikis, que não desembarcou com o grupo em São Paulo, avisou que só falaria sobre o assunto após o feriado de 7 de setembro. Antes do anúncio da decisão, a diretoria da entidade e a comissão técnica atual se reúnem para fazer uma avaliação do trabalho realizado.


 


“Esta é uma decisão da Confederação. Eu quero trabalhar enquanto posso ajudar. Não tenho nada definido. A decisão não pode ser tomada imediatamente após uma competição porque é uma decisão importante para o basquete brasileiro”, explica o treinador.


 


O Brasil voltou do Pré-olímpico das Américas, em Las Vegas, com a quarta colocação. O resultado não garantiu vaga imediata para os Jogos de Pequim-2008, mas deu direito ao grupo de participar do Pré Mundial no ano que vem. De acordo com Lula, serão estes os aspectos a serem considerados na avaliação final. “Temos que ver o trabalho realizado, o que foi conquistado e o cenário que está chegando (outro Pré-olímpico) e ver se vale a pena”.


 


Deixando seu destino nas mãos do consenso final, o treinador diz que a prioridade é pensar na meta maior do país: por fim à espera de 11 anos por uma participação olímpica. Desde os Jogos de Atlanta-96, a seleção brasileira não disputa uma Olimpíada.


 


“O importante é o basquete brasileiro definir o seu projeto. Em Las Vegas, não conseguiu seu objetivo. Mas isso não quer dizer que tenha feito tudo errado. Claro que fica um sentimento de frustração muito grande”, reconhece o treinador, negando que a possibilidade de uma segunda chance para conquistar o resultado tão sonhado pelo basquete nacional vá interferir em sua decisão. “Independente de eu ficar ou não, fica um gosto amargo, porque isso é o que falta para o basquete brasileiro”.


 


O Pré-olímpico Mundial será a cartada final da seleção para obter a vaga olímpica. Em julho, 12 países não classificados na primeira chance (Campeonato Mundial e Pré-olímpicos continentais) disputam a repescagem, que definirá os três últimos classificados para os Jogos chineses.


 


Além do Brasil, a competição reunirá também Porto Rico, Canadá, Líbano, Coréia do Sul, Camarões, Cabo Verde, Nova Zelândia e mais quatro seleções européias. Já garantiram vaga nas Olimpíadas a campeã mundial Espanha, China, Estados Unidos, Argentina, Angola, Irã e Austrália, classificados por seus torneios continentais.

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