Menu
Brasil

De novo, torneio começa com favoritismo de Rexona e Osasco

Arquivo Geral

07/12/2007 0h00

Entra temporada, sai temporada e o panorama dos clubes na Superliga feminina de vôlei continua o mesmo: um grande favoritismo e a expectativa de mais uma decisão entre Rexona/Ades, do Rio de Janeiro, e Finasa/Osasco. Donas das melhores estruturas do país na modalidade, as equipes têm tudo para fazer em 2008 a quarta final consecutiva do torneio nacional, que começa nesta sexta, com o confronto entre Sport/Maurício de Nassau e Pinheiros/Blausiegel, às 19h30 (de Brasília), no Recife.

Mesmo não sendo mais tão superiores aos adversários (o Rexona já perdeu para o Minas nesta temporada, enquanto o Osasco tropeçou diante do São Caetano), os dois times ainda conseguem reunir os melhores plantéis do país. Comandadas pelo técnico Bernardinho, as cariocas contavam com Sassá, Fabiana, Thaisa e Fabi no time nacional que garantiu a vaga olímpica na Copa do Mundo. O Osasco, por sua vez, tem na seleção nacional a estrela Paula Pequeno e a promessa Natália, vista por muitos como sucessora de Ana Moser.

Com patrocínios menos fortes, as outras oito equipes da Superliga feminina apostam, no máximo, em jogadoras que volta e meia aparecem nas convocações de José Roberto Guimarães, mas estão longe de ter uma vaga assegurada no time nacional. É o caso da ponteira Érika Coimbra, que volta ao país para defender o Brasil Telecom, de Santa Catarina.

Com a experiência de ter participado de todas as edições do torneio, o Pinheiros/Blausiegel contará com a líbero Arlene, além de Joycinha, cortada às vésperas da Copa do Mundo por Zé Roberto. “Se fizermos tudo o que o Marquinhos (Marcos Kwiek, técnico do Pinheiros) orientar, temos condições de chegar bem em todos os torneios e brigar por uma vaga nas semifinais”, comenta a líbero.

Diante da competitividade do poder financeiro dos clubes europeus, que a cada ano estão levando mais brasileiras, o Osasco também fez uma mescla de jogadoras com grande bagagem e novas promessas. A capitã do time, por exemplo, é a oposto Elisangela, terceira em Sidney-2000. Ao lado de Carol Albuquerque (reserva de Fofão do time nacional no Mundial e nos Jogos Pan-americanos), ela figurará ao lado de Ana Tiemi, Suelle e Tandara, que ajudaram o Brasil em conquistas recentes de Mundiais das categorias de base.

“A concorrência com o mercado externo é muito grande graças ao sucesso das seleções de base e adultas. Nossas jogadoras estão muito valorizadas, mesmo as ainda em formação e medianas. Mas ainda temos duas grandes estruturas que conseguem absorver boa parte da seleção nacional. Vamos torcer para que isso continue nos próximos anos e não aconteça como no masculino”, explica o técnico do Osasco, Luizomar de Moura.

O novo regulamento da competição é outro fator que pode fazer com a hegemonia Rexona-Osasco seja finalmente quebrada. Todas as equipes estão divididas em dois grupos, de acordo com o nível técnico e a localização geográfica da sede de cada participante. Os times se enfrentarão dentro das chaves (no 1º e no 3º torneio) e contra equipes do outro grupo (no 2º e no 4º torneio), havendo um total de quatro “minifinais”, todas com transmissão ao vivo da TV Globo.

Ter um título nestas disputas, porém, não garante nada. Apenas as oito melhores equipes na classificação geral avançam para as quartas-de-final, que assim como a semifinal, será realizada em melhor-de-três. Para atender aos pedidos da TV, a decisão do título será realizada em apenas um jogo, o que pode tornar menos difícil uma surpesa na competição. E até quem não está mais diretamente envolvido no voleibol feminino tem esta opinião.

“Essa diferença entre Rexona e Osasco com os outros times diminuiu nos últimos anos: antes, ela era de dez para três e agora é de dez para sete. Ainda existe uma diferença grande, especialmente com o Rexona, que tem quatro jogadoras na seleção brasileira por mérito deles, mas esse sistema de disputa tende a ser melhor”, opina Sérgio Negrão, técnico com passagens por diversos clubes femininos e que hoje é supervisor da equipe masculina da Ulbra/Uptime.

Técnico da seleção infanto-juvenil feminina, Antônio Rizola terá o desafio de comandar a primeira temporada do novato Mackenzie/Cia do Terno. Ele ainda coloca Osasco e Rexona na frente das outras equipes, mas menos do que em outros anos. “Acredito que diminuiu o fosso, mas não porque eles perderam algo: foram os outros que cresceram. Hoje o voleibol feminino teve um crescimento muito grande. Com certeza essa Superliga vai ser mais disputada que a do ano passado”, acredita o treinador.

Meio-de-rede do Rexona, Thaisa garante que o time está consciente da evolução dos adversários. “Nesta temporada, podemos ser os favoritos devido à tradição da equipe. Mas a base de nosso time é nova e, por isso, não podemos cometer deslize algum durante todos os jogos”, declara a atleta, que é apoiada por Paula Pequeno, do Osasco. “Os times estão bem montados, estão mais competitivos este ano e eu acho até que o próprio sistema possa favorecer um pouco os outros times”, avalia a ponteira. Por outro lado, ela não acredita que isto seja exatamente um problema. “Espero que isso aconteça porque o nível do campeonato aumenta ainda mais”, emendou.

A se julgar pela performance dos últimos anos, o time que mais tem chances de proporcionar uma zebra aos grande é o Fiat/Minas, comandado pelo técnico Carlos Castanheira, o Cebola. “Queremos, pelo menos, ficar no pódio em três torneios. Nosso objetivo maior é, quem sabe, chegar a uma final. O número de equipes em condições de brigar pelo título permanece o mesmo. Há um favoritismo maior para o Osasco e para o Rexona, mas, no entanto, as equipes intermediárias como a nossa, a BrasilTelecom, o Pinheiros/Blausiegel e o São Caetano/Detur se reforçaram mais para a temporada”, acredita.

Treinador do São Caetano, Chicão é outro que promete não poupar esforços. “Será uma Superliga muito equilibrada novamente. Há dois grandes favoritos, o Rexona e o Osasco, mas queremos surpreender, para ficar entre os quatro primeiros e, quem sabe, chegar a uma final”, sonha.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado