Cupins são uma das pragas mais persistentes em residências, que podem causar danos às estruturas de madeira e outros materiais ricos em celulose. Com isso, muitas pessoas recorrem a soluções caseiras para tentar controlar a infestação, como óleo queimado ou até mesmo o uso de uma bacia de água nos ambientes em que eles estão. No entanto, especialistas afirmam que essas abordagens muitas vezes são ineficazes e podem até agravar o problema.
Segundo Juliana Cavalcanti, diretora executiva da Controlar, empresa carioca especializada no controle de pragas urbanas, algumas “receitas caseiras”, como o uso de bacias de água durante as revoadas dos cupins ou “tratar” a madeira com óleo queimado, não resolvem o problema.
“Colocar bacia de água não tem nenhuma eficiência contra cupim. O que ajuda é uma madeira envernizada. Além disso, um cuidado maior com móveis também tende a afastar o inseto”, explica Juliana. O inseto não gosta de madeira tratada, preferindo quando elas estão “cruas”. Então, verniz ou outros tipos de tratamentos já ajudam a afastar os bichinhos.
Ela ainda alerta que, por se alimentar de celulose – substância encontrada na madeira, papel e alguns tecidos -, é importante que os moradores fiquem atentos a esses elementos na casa. “Às vezes, um cupim chega a um local ‘de carona’ em caixa de papelão”, diz a especialista.
Outro ponto crucial destacado por Juliana é a umidade, que favorece ainda mais a infestação. “Cupim também gosta muito de umidade, então, se tem um vazamento e madeira, isso aumenta e muito a chance de infestação”, alerta.
Portanto, ao invés de soluções caseiras que podem não surtir efeito, é fundamental agir rapidamente diante dos primeiros sinais de infestação, buscar medidas preventivas, como manter a madeira protegida e verificar possíveis focos de umidade, além de considerar o auxílio de profissionais especializados para um controle mais eficiente e seguro.
O que resolve o problema com cupins?
“O método mais usual no controle de cupins é o uso de inseticidas químicos. Contudo, para controle de cupins subterrâneos existem iscas com ingredientes análogos ao hormônio juvenil que matam os cupins de maneira lenta, quando vão crescendo”, comenta a professora Ana Maria Costa Leonardo, do Departamento de Biologia Geral e Aplicada, do Instituto de Biociências, da UNESP.
Uma vez livre dos insetos, é necessário permanecer atento para evitar que eles voltem, principalmente, evitando as revoadas. É possível também chamar uma empresa especializada para fazer uma prevenção.
Estadão Conteúdo