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Brasil

Cresce o número de casos de violência contra a mulher

Arquivo Geral

13/07/2010 8h31

Cerca de nove mil mulheres foram vítimas de violência no DF somente em 2009

Marina Marquez
marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

O caso de violência contra a ex-amante do goleiro Bruno, Eliza Samudio, que chocou o Brasil nos últimos dias, não é um caso isolado. A cada 15 segundos, uma mulher é espancada no Brasil e,  de 1997 a 2007, dez mulheres foram assassinadas por dia. No Distrito Federal não é diferente. Só em 2009, 15.131 mulheres foram vítimas da criminalidade e cerca de 9 mil delas, vítimas de violência doméstica.

 

Os casos mais comuns registrados na Delegacia de Atendimento à Mulher do DF (Deam) são de ameaças, lesões corporais e xingamentos. Em praticamente todos os casos, de acordo com a delegada-chefe da Deam, Sandra Gomes Melo, o problema da agressão é cultural e da personalidade dos agressores, que querem corrigir a conduta, obrigações e deveres da mulher. “O homem não nasce violento mas é educado assim. Dificilmente a agressão começa com socos e pontapés. Normalmente há sinais que vão aparecendo aos poucos: ameaças, xingamentos, proibições. São homens que, como Bruno, acreditam que a mulher deve ser submissa e é normal ‘sair na mão’ com elas”.

 

No DF, como no restante do País, brigas por pensão alimentícia, visitas e guarda de filhos, paternidade e ciúmes aparecem como estopim para as agressões. “No entanto, a real causa da violência está na maneira com que o homem acredita que a mulher deve ser submissa a ele e, quando contrariado, age de forma violenta para ‘corrigir’ a conduta dela”, diz Sandra.
Só na Deam, diariamente são registradas cerca de 15 a 20 ocorrências. Mas, na maioria das vezes, segundo a delegada, quando é instaurado o inquérito e a questão vai para a Justiça, a vítima desiste da denúncia. “Das que morreram no ano passado, 90% nunca tinham registrado queixa ou desistiram na Justiça”.

 

Leia mais na edição desta terça-feira (13) do Jornal de Brasília.

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