Uma nova pista muda o rumo das investigações da polícia sobre o caso do suposto seqüestro da universitária Priscila Belfort, pharm desaparecida desde janeiro de 2004. Durante as buscas realizadas nesta quinta-feira no sítio abandonado, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, a polícia descobriu que um catador de lixo teria encontrado parte de um esqueleto e vendido como adorno para um motoqueiro.
Há dois anos, o professor de informática Adacyr Bernardo, 43 anos, comprou o crânio e passou a usá-lo como adereço em sua motocicleta. Em depoimento na delegacia, o professor disse que se desfez do estranho objeto devido aos transtornos que teria lhe causado. “Minha mulher pediu a separação porque não queria aquela coisa dentro de casa. Depois, minha mãe morreu, minha filha teve pneumonia e eu fiquei tão traumatizado que precisei fazer tratamento psicológico”, contou Adacyr.
“Fiquei atrás do catador, para devolver. Mas ele não apareceu nem para receber os R$ 50 que cobrou. Então, joguei aquilo no lixo.” Ele alegou ainda que não procurou a polícia na época porque temia alguma implicação com a Justiça.
Os investigadores agora estariam procurando o crânio e o catador de lixo, porque o motoqueiro já foi ouvido. A Divisão Anti-Seqüestro (DAS) informou que não pretende investigar o caso a partir do depoimento de Elaine Paiva da Silva,que se entregou no começo da semana confessando ter seqüestrado e matado Priscila Belfort, já que não houve confirmação de algumas informações prestadas por ela e o corpo não foi localizado no terreno indicado.