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Brasil

Coulthard exalta Senna e acha que não há motivos para Rubens parar

Arquivo Geral

29/10/2008 0h00

O próximo domingo marcará o final dos 15 anos de carreira de David Coulthard como piloto de Fórmula 1. Vice-campeão da temporada 2001 e quatro vezes terceiro colocado (1995, 1997, 1998 e 2000), o escocês ironicamente vai encerrar carreira no Brasil, terra-natal de Ayrton Senna, piloto cuja morte lhe deu a primeira chance na principal categoria do automobilismo mundial.


Antes de jogar golfe em São Paulo nesta quarta-feira, ele contou um pouco sobre como foi substituir o tricampeão mundial. E encheu o brasileiro de elogios. “Senna era o melhor. Era impossível para mim substituí-lo“, admitiu o piloto escocês. “Fiz o meu melhor na carreira, mas não consegui o título de Fórmula 1“, emendou.


Coulthard definiu a Williams da temporada 1995 como o melhor carro que já pilotou e lembrou de sua vitória em Interlagos há seis anos. Na ocasião, ele superou Michael Schumacher em uma corrida conturbada, que teve diversas trocas na liderança, chuva e acidentes.


“Foi um Grande Prêmio fantástico, muito difícil e acho que esse foi um dos pontos altos da minha carreira“, definiu o veterano, que conquistou 13 vitórias, e diz ter certeza de que esta é a hora certa de se aposentar. “Quando olhamos para trás, sempre há algo diferente a fazer, mas não há opções. Já estou velho, com cabelos grisalhos…é hora de parar“, sorriu.


Barrichello – Com a aposentadoria do escocês, Rubens Barrichello será o último remanescente da geração de Coulthard a permanecer na Fórmula 1. O piloto da Red Bull lembrou que Interlagos-2008 também pode ser a última prova do brasileiro na categoria, mas acho que o colega ainda é competitivo o suficiente para continuar.


“Ele ainda tem entusiasmo e vai bem nos treinos e corridas. Talvez essa seja a última vez dele também, já que a Honda ainda não renovou o contrato, mas não vejo para ele parar de correr“, opinou. E quem pensa que o fato de não ser mais piloto fará com que David abandone o agito da Fórmula 1 está enganado.


“Vou continuar como consultor da Red Bull e comentarei algumas provas para a TV. Estarei aqui no Brasil no próximo ano“, avisou o piloto, empolgado com o nascimento do primeiro filho em dezembro. Questionado se fará falta na Associação dos Pilotos de Grande Prêmios (em inglês, GPDA) ele lembrou que continuará viajando com a categoria, mas confia que os outros pilotos farão um bom trabalho pela segurança.


 

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