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Brasil

Corpo de turista holandês que morreu em passeio no PR é liberado pelo IML

Homem de 25 anos estava na embarcação do Macuco Safari, que virou enquanto levava oito pessoas

Redação Jornal de Brasília

30/07/2026 17h06

turista holandês que morreu em passeio no PR

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

UOL/FOLHAPRESS

O turista holandês que morreu em um passeio no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, foi identificado como Mark Lensink, de 25 anos. O corpo dele foi liberado na tarde de hoje pelo Instituto Médico Legal.

Mark estava na embarcação do Macuco Safari, que virou enquanto levava oito pessoas. O jovem estava acompanhado e familiares no barco. Não há informações sobre o translado do corpo para a Holanda.

O turista viajava pelo Brasil com a noiva e familiares dela. Ele era morador da cidade de Rijssen, na província de Overissel, no leste da Holanda. Em seu perfil profissional nas redes sociais, ele dizia trabalhar na empresa da família, a Lensink Bouwservice, do setor de construção civil.

O acidente ocorreu por volta do meio-dia de terça-feira. Segundo o Corpo de Bombeiros, oito pessoas estavam na embarcação, contratada para passeio particular: seis turistas holandeses e dois tripulantes.

O turista foi retirado da água em parada cardiorrespiratória. Ele recebeu os primeiros socorros da equipe do parque, e depois encaminhado para o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, onde a morte foi confirmada.

Quatro vítimas, três mulheres e um homem, receberam atendimento no local pela equipe do parque. O piloto e o copiloto da embarcação procuraram atendimento posteriormente no Porto Seco do Kattamaram, ponto de apoio e resgate no local, onde foram avaliados por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhados à UPA Morumbi.

A causa exata do acidente ainda é desconhecida. Tanto a Polícia Civil quanto a Marinha estão investigando. Segundo o delegado Carlos Eduardo Pezzette Loro, o caso é tratado, inicialmente, como possível homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O delegado afirmou que foram solicitadas imagens de câmeras de monitoramento da região e da própria embarcação, que poderão ajudar na apuração.

O barco também passou por perícia. Segundo o delegado, o trabalho foi realizado em conjunto com a Polícia Científica e contou com apoio da Marinha, que auxiliou na análise do motor e das condições da embarcação. Uma das principais linhas de investigação é verificar se as condições do rio eram realmente seguras para a realização do passeio ou se houve alguma falha humana.

O Macuco Safari é uma das atrações mais procuradas do Parque Nacional do Iguaçu. Segundo a concessionária responsável, o passeio é dividido em três etapas: percurso pela mata em veículos elétricos, caminhada por uma trilha e navegação de barco pelas proximidades das Cataratas. As atividades do Macuco Safari serão suspensas por três dias, a partir de amanhã.

Em nota, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lamentou o acidente. O órgão, responsável pela gestão do Parque Nacional do Iguaçu e pela fiscalização da execução do contrato de concessão, informou que a documentação da concessionária Ilha do Sol, responsável pela operação do Macuco Safari, está regular e afirmou que colabora com as investigações sobre as circunstâncias do caso.

Devido ao grande volume de chuvas na região, a vazão média de água nas Cataratas do Iguaçu está acima do normal. No sábado (25), o volume divulgado pelo Parque Nacional do Iguaçu nas redes sociais era de 8,33 milhões de litros de água por segundo, cerca de cinco vezes acima da média, que é de aproximadamente 1,5 milhão de litros por segundo.

Empresa lamentou morte e disse que suporte às vítimas é “prioridade absoluta”. Em nota enviada ao UOL, o Macuco Safari informou que cumpre as normas da Marinha do Brasil e disse que as causas do evento “ainda estão em apuração”.

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