A derrota não elimina o perdedor, mas o deixa em uma situação delicadíssima, precisando vencer com grande vantagem na rodada de sexta, e mesmo assim ficar na dependência do critério de desempate do point avarage (média entre pontos feitos e tomados). Ou seja: uma vitória é extremamente importante para a manutenção das pretensões de cada uma das equipes.
Após a zebra contra a Bulgária, o Brasil não quer nem saber de favoritismo, mesmo com os sul-americanos invictos na primeira fase e a Itália só garantindo vaga através de um convite da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).
“O que aconteceu na primeira fase não tem nada a ver com este momento. Um exemplo disso somos nós mesmos. Vencemos todas as nossas partidas anteriores e perdemos aqui em Moscou. Entre nós e a Itália ganhará quem errar menos e jogar melhor. Será um grande encontro do vôlei, um clássico”, acredita o central André Heller.
Neste clássico, o Brasil leva vantagem sobre a Itália: foram 39 vitórias brasileiras e 26 italianas. Na Liga Mundial, o equilíbrio é maior. O Brasil venceu 12 vezes e a Itália, 11. “Não temos muito o que pensar. É entrar e dar o máximo”, complementa.
Vindo de leve contusão na coxa esquerda, sentida nos treinos antes da ida para Portugal e de uma gripe na última semana, Escadinha promete se dedicar ao máximo, mesmo no sacrifício. “Só não jogamos se for impossível, se não tivermos nenhuma condição de entrar na quadra. A contusão na coxa foi reflexo de um problema que senti ainda na Itália (jogando pelo Piacenza), mas já passou. No esporte deste nível, todo mundo joga com um pouco de dor”, garante o atleta.
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