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Brasil

Contaminação por hantavirose no DF supera média em 2010

Arquivo Geral

17/09/2010 16h46

Rayssa Tomaz

 

A contaminação pelo hantavírus, procedente de roedores silvestres, aumentou em 2010 superando a média de contágios do último ano. Ao todo, 8 pessoas já adquiram a doença em áreas rurais do DF. Os dados são da sociedade de Medicina Veterinária do DF.

 

A hantavirose é uma doença causada por um vírus, encontrado em ratos silvestres. O contágio é feito através da respiração de pó contaminado ou tendo contato direto com fezes, urina ou saliva de animais infectados. A doença se manifesta em duas etapas; durante a primeira fase, o paciente apresenta sintomas comuns a gripes e resfriados e normalmente não consegue identificar a contaminação pelo hantavírus. A segunda etapa de desenvolvimento da doença é marcada por problemas mais graves, respiratórios e circulatórios; a maior taxa de mortandade é identificada nesse período.

 

Segundo a representante de medicina veterinária Bruna de Brito, integrante do stand que presta atendimento ao público durante a 10ª Feira de Saúde de Brasília, o número de casos da doença superou os ocorridos em 2009, quando 5 pessoas foram diagnosticadas com a doença. Até agosto, o DF registrou a contaminação de 8 pessoas. “A doença tem uma taxa de mortalidade muito alta e podemos dizer que estamos passando por um surto da doença na região”, afirma Bruna. 50% das pessoas que são contaminadas morrem em decorrência de complicações ocasionadas pelo vírus.

 

A chance de contaminação pela doença é mais comum na época de seca, já que, a baixa umidade, facilita a propagação de poeira contaminada. “A contaminação acontece mais facilmente quando as pessoas acessam locais fechados a muito tempo, que podem ter servido como esconderijo para ratos”, ressalta Bruna.

 

A Hantavirose deve ser prevenida. A Secretaria de Saúde vem investindo em atividades educativas voltadas à população em geral. Diversas ações contra a propagação da doença são realizadas nas regiões mais atingidas pela doença. Não existem vacinas ou métodos de se evitar a doença, apenas a conscientização da população para a implementação de práticas de limpeza que evitem a dissipação do vírus.

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