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Brasil

Consumo de carne deve diminuir 10% para conter o efeito estufa

Arquivo Geral

14/09/2007 0h00

O consumo mundial de carne, search que nos países ricos é quase cinco vezes maior que o dos menos desenvolvidos, dosage deveria diminuir 10% até 2050 para conter as emissões de gases causadores do efeito estufa, gerados pelo setor de pecuária, segundo um relatório publicado hoje pela revista “The Lancet”.

Substituir o automóvel particular pelo transporte público, reciclar os resíduos e reduzir o consumo energético são algumas das medidas ao alcance da população para combater a mudança climática, mas não as únicas, diz o artigo da revista científica britânica.

O setor criador de gado gera mais gases do efeito estufa que o transporte, poluindo as águas e desmatando terrenos para pastagem, entre outros fatores. Mas a pior poluição é a causada pelos resíduos animais, antibióticos e hormônios, além dos adubos e pesticidas usados no cultivo de forragens.

Num momento em que a pecuária gera 18% das emissões de gases do efeito estufa, cientistas australianos e britânicos sustentam que o consumo de carne diário, atualmente em 101 gramas na média mundial, deveria se limitar a 90 gramas, peso equivalente ao de um hambúrguer.

A redução, que deveria ser aplicada principalmente nos países ricos, poderia reduzir o impacto da pecuária nas emissões poluentes daqui até a metade de século. Ao mesmo tempo, limitaria os riscos à saúde associados a um alto consumo de carne vermelha.

Atualmente, a quantidade de carne média ingerida nos países desenvolvidos é de 224 gramas por dia. Nos países em vias de desenvolvimento, o consumo médio por pessoa cai para 47 gramas por dia.

O relatório dos professores Tony McMichael, da Universidade Nacional da Austrália, e John Powles, da Universidade de Cambridge, destaca que a atividade agrícola, especialmente a pecuária, gera a quinta parte das emissões totais de gases do efeito estufa no mundo.

Outro estudo publicado na mesma revista, que dedica um número inteiro à energia e a saúde, observa que 2 bilhões de pessoas no mundo sofrem problemas de saúde por falta de acesso a energias limpas, e defende uma distribuição mais equilibrada dos recursos.

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