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Brasil

Consórcio liderado por empresa espanhola pode receber crédito do BNDES

Arquivo Geral

13/10/2009 0h00

O consórcio Rodobahia, liderado pela espanhola Isolux Corsan e que assinou neste ano um contrato de 25 anos para reformar e operar 700 quilômetros de estradas federais na Bahia, poderá receber crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar o projeto.

O próprio BNDES, que ajudou no processo de licitação da concessão, informou hoje que está disposto a oferecer os créditos necessários.

Segundo o contrato, o consórcio, do qual também fazem parte as empresas brasileiras Engevix e Encalso, terá que investir até US$ 615 milhões em obras em trechos das rodovias BR-116 e BR-324 na Bahia.

“O BNDES poderá participar como financiador dos investimentos a serem realizados pelo futuro concessionário”, diz um comunicado divulgado hoje pelo banco estatal.

O contrato entre o Governo brasileiro e o consórcio foi assinado com o apoio técnico do BNDES e da International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial para os projetos de empresas privadas, que atuaram como assessores do Ministério do Planejamento e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

“Foi um desafio de grandes proporções, especialmente no contexto atual. Estradas modernas e bem mantidas são uma das chaves para que o Brasil possa ter um crescimento econômico sustentável”, afirmou o superintendente da Área de Estruturação de Projetos do BNDES, Henrique Pinto.

O consórcio Rodobahia conseguiu a concessão em uma licitação realizada pelo Governo federal em janeiro de 2009 ao se comprometer a cobrar o pedágio mais barato entre os grupos que disputavam o negócio.

O grupo Isolux Corsán é uma companhia espanhola de engenharia civil e construção que nasceu da fusão entre as empresas Corsan e Corviam em 2000.

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