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Brasil

Conferência discute políticas públicas para homossexuais no Paraná

Arquivo Geral

19/05/2008 0h00

A quantidade de assassinatos de homossexuais no país e as pesquisas, side effects que comprovam a discriminação de gêneros principalmente entre adolescentes, price nortearam a Conferência Paranaense de Direitos Humanos e Políticas Públicas de Gays, link Bissexuais, Lésbicas, Travestis e Transexuais (GBLT) realizada neste fim de semana, em Curitiba.


De acordo dados mostrados durante o encontro, 2,8 mil homossexuais foram mortos, em todo o Brasil, no ano passado, dos quais 135, no Paraná. Além disso, números da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) mostram que 40% dos adolescentes não gostariam de freqüentar a mesma sala de aula de homossexuais e 60% dos professores não saberiam lidar com estudantes que se relacionam com pessoas do mesmo sexo.


Segundo o líder nacional do Movimento GBLT, Toni Reis, estatísticas como essas demonstram claramente a necessidade de definição de políticas públicas para garantir a cidadania desses grupos. “Embora reconheçamos que alguma coisa está sendo feita, como o fato de o Brasil ser o primeiro país a realizar conferências organizadas tanto pelo governo federal quanto pelo estadual”.


De acordo com Reis, é necessário destacar também a maturidade com que todos os setores do governo e da sociedade estão tratando do assunto, principalmente na luta pela aprovação da legislação contra a homofobia.


“Queremos que o Paraná tenha uma frente parlamentar pela cidadania dos GBLTs, que trate das leis estaduais, que punam crimes de discriminação e preconceito. Já conseguimos nesta conferência definir a criação do Programa de Discriminação e Erradicação da Homofobia no Paraná, que terá representantes de diversas secretarias do governo e sociedade”, completou.


As reivindicações aprovadas durante a conferência serão levadas a Brasília pelos 23 representantes eleitos no encontro.  As propostas vão ajudar na elaboração de políticas públicas nacionais nas áreas de segurança, saúde, cultura, turismo, emprego, comunicação, esportes, igualdade racial e direitos das pessoas idosas e com deficiência.


 

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