Elisa Costa e Geovanna Bispo
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Com a alta de casos de covid-19 ocasionados pela variante ômicron em todo o mundo, o Comitê Científico do Consórcio Nordeste recomendou o retorno do controle na entrada de estrangeiros no país. Segundo o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), os especialistas apresentaram uma nota técnica indicando que estamos passando por uma nova onda de crescimento de casos.
“No Brasil inteiro estamos em crescimento e o que nos preocupou foi o crescimento de casos, tendo que ampliar leitos e aumento de óbitos. Quase mil óbitos em todo o Brasil”, explicou Dias em coletiva de imprensa após reunião do Fórum Nacional dos Governadores.
De acordo com o governador, a nota recomenda que sejam adotadas nacionais, com exigência de exame negativo prévio e passaporte vacinal, de maneira a controlar a propagação do vírus. “Queremos garantir a suspensão de eventos públicos e privados, com avaliação que indicam flexibilização ou limites. Todos os estamos devem ampliar a capacidade de exames.”
Além dessas medidas, o consórcio pede que os estados proíbam festas privadas de carnaval e cancelamento dos feriados no período. Neste ano, as festividades estão previstas para acontecer entre os dias 26 de fevereiro (sábado) e 1° de março (terça-feira).
Segundo o documento, a ômicron é quatro vezes mais transmissível que a delta e que o baixo número de mortes está relacionado ao “fato de grande parcela da população já estar vacinada, o que faz com que os números de hospitalizações e mortes sejam menores que os das ondas anteriores”.
“No momento, é impossível prever com segurança quando o novo pico será alcançado e qual será a duração da nova onda”, diz o parecer.
De acordo com o último dado divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), entre a última terça (1°) e quarta-feira (02), o Brasil registrou 893 óbitos e 172.903 novos casos em 24 horas. Desde o início da pandemia, em março de 2020, 628.960 brasileiros perderam a vida para o vírus e 25.793.112 se infectaram.
Combustíveis
Além da pandemia, os governadores também debateram a tributação dos combustíveis e medidas para frear a constante alta dos preços. Participaram da reunião presencialmente, além de Wellington, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Os demais governadores estaduais do país marcaram presença de forma virtual. Esse é um dos assuntos mais abordados atualmente pelos governos federal e estaduais, que ainda deve repercutir até as eleições de outubro.
“Tomamos a decisão de apoiar o projeto PL1472/2021, que cria o fundo de estabilização do preço dos combustíveis com a vantagem de garantir uma fonte que não altera receitas da União, dos estados e municípios e nasce do próprio problema, do lucro extraordinário”, explicou Dias.
Segundo o governador, o Brasil tem cerca de 400 empresas que atuam na produção e refino do petróleo, o que torna o país com baixa capacidade e, por isso, tem uma dependência exterior. “Por essa dependência da compra o Brasil tem uma situação de dependência do preço do petróleo lá fora, maior do que outros países”, continuou.
“Sempre que aumenta o preço do barril, tem aumento nos preços aqui. O Brasil é exportador de petróleo, com isso se gera uma receita de 32 bilhões de reais, com mais royalties, permite quea gente tenha uma estabilidade. Assim o preço pode abaixar e não subir de forma brusca”, finalizou o governador do Piauí.