“Em breve poderíamos estar dando uma surpresa com uma solução da crise”, disse a jornalistas Armando Aguilar, chefe da comissão de Micheletti no diálogo que começou dia 7 de outubro com os membros da delegação de Zelaya, que asseguraram na segunda-feira que a negociação estava em estado de “obstrução e estagnação”.
Ambas comissões de diálogo disseram hoje que esperavam uma chamada da outra parte para voltar à mesa de negociação, embora reiteraram que o processo de negociação não está fechado.
Outro membro da comissão de Micheletti, Arturo Currais, que hoje se reuniu com Zelaya, agradeceu em entrevista coletiva à comunidade internacional por seu apoio para buscar uma saída ao conflito, mas enfatizou que a solução da crise “será hondurenha, de forma hondurenha e por hondurenhos”.
A comissão de Micheletti ressaltou que “o ex-presidente Zelaya teve o grande gesto de convidar ao engenheiro Arturo Currais (…) para que lhe visitasse na embaixada do Brasil para conhecer o avanço do diálogo”.
Segundo a comissão de Micheletti, “o encontro – entre Zelaya e Currais – foi franco, amplo e orientado à buscar soluções”.
A declaração da comissão de Micheletti acrescentou que está nas mãos das duas partes “virar a página deste capítulo” da história do país centro-americano e que “após tantos avanços alcançados retroceder não é uma opção”.