A Justiça de Pernambuco começou a julgar nesta quinta-feira (13) o trio acusado de matar, esquartejar e comer a carne de pelo menos três mulheres entre os anos de 2008 e 2012. Jorge Beltrão Negromonte Silveira, de 52 anos, Isabel Cristina da Silveira, 53, e Bruna Oliveira da Silva, 28, ficaram conhecidos como “Canibais de Garanhuns”, cidade do agreste pernambucano.
Esta é a primeira vez que os três vão a júri popular para responder sobre a morte de Jéssica Camila da Silva Pereira, 20 anos, em 2008. Se condenados, os réus podem pegar até 30 anos de prisão. Eles foram denunciados por homicídio quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver e vilipêndio, que é o desrespeito ao corpo humano.
A promotora responsável pela acusação, Eliane Gaia, falou à imprensa que a culpa dos três réus é igual e que exames provam que os três sabiam o que estavam fazendo. “Nós temos provas suficientes para derrubar as teses de defesa. Eles foram submetidos a testes psiquiátricos que provam que são normais”, disse.
O caso de Jéssica Camila foi o terceiro atribuído ao trio, em 2012. Os processos relacionados às outras duas vítimas correm em segredo de justiça e não têm previsão de data de julgamento.
Seita
Os três réus declararam fazer parte da seita “Cartel”, que era liderada por Jorge Beltrão Negromonte. Ele registrava em um livro como eram feitos os rituais de sacrifício das vítimas. A seita pregrava o “controle populacional” e a “purificação do mundo” através do consumo da carne humana. Além disso, o trio armazenava partes do corpos das vítimas em refrigeradores e, com elas, produzia salgados, como empadas e coxinhas, que eram vendidos na periferia de Garanhuns.