Contratado para suceder Paulo Bassul no comando da seleção nacional, o técnico Carlos Colinas foi apresentado de forma oficial na manhã desta quinta-feira, em São Paulo. Ao lado de Carlos Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), e Hortência, diretora de seleções femininas, o espanhol minimizou o seu contrato de apenas seis meses.
“O tempo não é tão importante no trabalho de um técnico, mas sim a qualidade e o rendimento que ele seja capaz de oferecer. Acho que é um tempo suficiente para chegar no Mundial nas melhores condições se você conhece o estilo do basquete brasileiro. Não vou querer que as atletas joguem de vermelho e nem que ataquem na direção contrária”, afirmou o espanhol.
O contrato do treinador com a CBB tem uma cláusula de renovação, mas ele preferiu não revelar o período do possível futuro acordo. Na seleção masculina, o argentino Rubén Magnano assinou compromisso até 2012, com possibilidade de extensão até 2016. Na apresentação de Colinas, Hortência chegou a falar em um projeto para os Jogos do Rio de Janeiro, e também minimizou os seis meses firmados com o espanhol.
“O projeto é até 2016 e não muda independente de quem esteja. Eu também não sei se vou estar até lá. Posso sair no meio do caminho. O contrato é o que menos importa. É uma coisa nova para nós e para ele também. Esses seis meses podem virar um ano, dois anos. Minha preocupação com isso é zero. Se você contratar por dois anos e quiser mandar embora em dois meses, você manda”, afirmou.
Antes de ser oficialmente apresentado, Colinas conversou com sete brasileiras que atuam na Europa. Afastada da seleção brasileira desde um desentendimento com o técnico Paulo Bassul no Pré-Olímpico de Madrid-2008, Iziane se comprometeu a retornar ao time nacional, o que não significa que ela tenha presença garantida no Mundial da República Tcheca, de 23 de setembro a 3 de outubro.
“Tivemos uma conversa tranquila, amável e sincera. Não vou entrar no que aconteceu antes, mas sim pensar no presente e no futuro. Ela me disse que gostaria de voltar, mas eu não tenho um grupo de 12 jogadoras definido. Posso convocar 18 atletas para treinar e a Iziane pode estar nesse grupo, mas ninguém tem vaga garantida no Mundial. Depende do comprometimento dela”, disse Colinas.
O treinador garantiu que o caso de Iziane não foi abordado durante a negociação com os dirigentes da CBB e descartou a possibilidade de consultar as demais atletas da seleção sobre o assunto. “Ela é uma jogadora a mais das que estão na Europa e que nos últimos anos fizeram parte da seleção. A decisão de convocar um grupo de jogadoras diz respeito à comissão técnica”, afirmou.
Longe do time nacional desde o ano de 2006, Érika também se comprometeu a retornar para o Mundial. Colinas já conversou com a atleta e pretende fazer um novo contato na próxima quinta-feira. “Por questões contratuais, é difícil ela participar da preparação, mas quer estar no Mundial”, disse o espanhol, que ainda falou com Alessandra, Kelly, Franciele, Adrianinha e Helen.
De quinta-feira a domingo, Colinas acompanha alguns jogos do Campeonato Paulista Feminino com uma lista de 18 atletas selecionáveis elaborada por Hortência em conjunto com a comissão técnica. Na próxima semana, ele retorna à Europa e deve passar a viver no Brasil apenas no final de maio. A primeira competição do espanhol no comando da seleção será o Sul-Americano, de 10 a 14 de agosto.