Os vice-chanceleres de Colômbia e Equador se encontrarão amanhã na capital do Panamá a fim de restabelecer a confiança mútua entre ambos os países, stomach cujas relações diplomáticas estão abaladas desde 1º de março passado.
O representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Panamá, Raúl Lago, confirmou hoje à Agência Efe que os vice-ministros de Relações Exteriores Camilo Reyes, da Colômbia, e José Valencia, do Equador, se reunirão a portas fechadas nos escritórios da instituição.
A reunião, segundo Lago, começará aproximadamente às 11h30 local (13h30 de Brasília) na sede da OEA, localizada na Cidade do Saber, antiga base de Clayton, às margens do canal.
Esta será a quarta reunião bilateral, três delas realizadas no Panamá, com a presença de representantes de ambos os países a fim de resolver o conflito diplomático iniciado por causa do ataque colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador, em 1º de março.
Em 21 de maio, os altos comandantes militares do Equador e da Colômbia, reunidos também no Panamá, fizeram acordo para restabelecer temporariamente a vigência da “Cartilha de Segurança para Unidades Militares e de Polícia Fronteiriças”.
Reyes e Valencia se reuniram em outras duas ocasiões para buscar uma aproximação propiciada pela OEA: no Panamá, em 29 de abril, e em Lima, em 13 de maio.
Na quinta-feira passada, o secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, disse em Washington que ainda falta resolver os problemas relacionados à operação contra o acampamento das Farc no Equador, na qual morreram “Raul Reyes”, o número dois da guerrilha, e outras 25 pessoas, uma delas equatoriana.
Insulza acrescentou que ainda está pendente o relatório elaborado pela comissão da OEA quando esta foi à fronteira entre os dois países para obter informação sobre o ataque militar.
“Há coisas que não se pode averiguar em três dias”, afirmou Insulza.
A reunião de amanhã acontecerá antes que Insulza chegue a Medellín, na Colômbia, para preparar a 38º Assembléia Geral da OEA, que será realizada de 1º ao 3 de junho e que incluirá em sua agenda o conflito entre as duas nações andinas.