Ludmila Lins Grilo, uma juíza de Minas Gerais, viralizou nas redes sociais após postar um vídeo para ‘ensinar’ as pessoas a andarem sem máscara em shopping, instrução oposta as recomendações da OMS para a pandemia de covid. “Tomando sorvete, com sorvete pode andar sem a máscara, o vírus não gosta de sorvete”, diz ela no vídeo.
O Conselho nacional de Justiça (CNJ) foi acionado e apura a conduta de uma juíza. De acordo com informações do G1, Ludmila postou um vídeo da virada de ano em Búzios (RJ) e escreveu que a cidade “não se entregou docilmente ao medo, histeria ou depressão. Aqui, a vida continua. Foi maravilhoso passar meu réveillon nessa vibe”. Em um vídeo da festa, a juíza ainda usa hashtag “Aglomera Brasil”.
Em outra oportunidade, a magistrada brinca com a doença. “Pizzaria tá cheia, mas não se preocupem: Como eu já estou sentada, o vírus passa por cima”.

Foto: reprodução/Twitter
Um advogado criminalista de Campo Grande (MS) enviou uma reclamação Disciplinar para o Conselho Nacional de Justiça, que protocolou o documento no domingo.
“Me deparei com as postagens no dia primeiro de janeiro quando ela exaltava a aglomeração na praia de Búzios. Ao me certificar de que se tratava de uma juíza, juntei os prints das manifestações e enviei ao CNJ, que vai apurar a conduta dela. As autoridades vão decidir se a juíza poderia agir dessa forma ou se cometeu infração ético disciplinar”, esclareceu o advogado José Belga Assis Trad, ao G1.
Para o advogado, a juíza faltou com respeito e foi irresponsável. “Eu achei irresponsável do ponto de vista da saúde pública, porque as autoridades recomendam o isolamento nesse período que a doença está crescendo. Foi desrespeitoso também porque a juíza não observou a moderação e faz um deboche das autoridades, inclusive do próprio CNJ, que editou uma série de recomendação e adotou o distanciamento como política de enfrentamento a pandemia, tanto que suspendeu atendimento e audiências presenciais nos fóruns”, afirmou ao G1.
O Conselho Nacional de Justiça informou que a reclamação disciplinar está sendo analisada pela Corregedoria Nacional de Justiça.