Apesar do denominador comum em que terminou a reunião de hoje promovida pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB), alguns clubes ainda estão em dúvida sobre a participação no Nacional de 2007. Com a simultaneidade entre o brasileiro e os estaduais, alguns times podem abrir mão do nacional. “Não sei se vai ter paulista interessado em disputar o Nacional simultâneo”, diz Carlos Osso, representante do Pinheiros. “O Paulista é atraente. A classificação é que é o charme”.
O presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, acredita que o risco de esvaziamento não existe. Isso porque a proposta é fazer jogos em semanas alternadas e não colocar as fases decisivas de ambos na mesma época. “As equipes querem esticar o calendário, mas não é possível mexer na época das seleções porque isto é universal”, explica, acrescentando que a coincidência de épocas deverá permanecer nas próximas temporadas.
Além do calendário, nem todas as equipes têm o brasileiro como prioridade em sua programação. “Nós temos objetivos claros que são os Jogos Abertos e o Campeonato Paulista”, afirma Emerson Tadiello, representante do São Caetano e que competiu pela Nossa Liga de Basquete (NLB) na temporada passada. “As equipes vieram aqui para escutar. Para planificarem em cima do que foi falado”.
Na Ulbra/Torres, que jogou na NLB, a linha de conduta já está definida. De acordo com o supervisor Enrique Barreras, o Quique, a reitoria não quer mais saber de confusão. “A ordem é jogar o Campeonato oficial, filiado à CBB. Bagunça de novo não”, diz, reconhecendo que “a última temporada não foi boa”. “Como esteve o basquete no ano passado, a universidade investiu mais em futebol”, completa, lembrando que a instituição patrocina equipes de futsal, vôlei e futebol, além de apoiar atletas de judô, atletismo, ginástica e tênis.
Apesar da opção por um campeonato da Confederação, Quique lembra que a Nossa Liga não está terminada.