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Clientes do ‘faraó dos bitcoins’ relatam atrasos nos pagamentos

Clientes que se sentiram lesados pela GAS e moveram processos também vêm conseguindo bloqueios judiciais em contas da empresa

Criptomoedas: A chegada do ‘Alt Season’

Clientes da GAS Consultoria, empresa de Glaidson Acácio dos Santos, preso sob a acusação de comandar um esquema de pirâmide financeira, relatam atrasos em pagamentos que deveriam ter sido feitos nesta quarta-feira (15). A GAS prometia aos investidores retorno de 10% ao mês mediante supostas transações com criptomoedas. Contudo, segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), a empresa não possui sequer registro junto aos órgãos regulatórios para fazer as operações prometidas.

Além dos valores retidos por ordem da Justiça, clientes que se sentiram lesados pela GAS e moveram processos também vêm conseguindo bloqueios judiciais em contas da empresa. Em pelo menos cinco de mais de uma dezenas de ações localizadas pelo jornal O Globo, já há decisões determinando a medida, em um montante que totaliza R$ 290 mil.

O setor jurídico da empresa informa que, até o momento, o Departamento Administrativo e Financeiro, encarregado dos pagamentos, não relatou nenhum problema ou demora no repasse de valores. Por isso, “as informações que estão sendo veiculadas através de aplicativos de mensagens e nas redes sociais não podem ser confirmadas”. A empresa alega que foram solicitados esclarecimentos junto ao “setor responsável” e que, “assim que os fatos forem esclarecidos”, irá repassar novas informações aos clientes e à “toda sociedade”.

STJ nega habeas corpus

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, na noite de terça-feira (14), um pedido de habeas corpus para Glaidson Acácio. Na decisão, o desembargador Jesuíno Rissato apontou indícios de movimentações financeiras atípicas que chegariam a bilhões de reais. O magistrado também considerou o potencial risco de fuga dos investigados.








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