Menu
Brasil

Cirurgião reclama de falta de material em hospital no RN

Arquivo Geral

17/01/2013 18h41

O colapso na área de saúde no Rio Grande do Norte fez com que o cirurgião Jeancarlo Cavalcanti gravasse um vídeo mostrando que não tinha fio adequado (de aço) para pontear uma cirurgia torácica de um paciente. No vídeo, que circula na internet, o médico, que é presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CRM-RN), diz que teve que fechar a cirurgia realizada há 15 dias, no maior hospital publico de Natal, o Walfredo Gurgel, com fio de nylon. “Postei este vídeo para realmente chocar e mostrar quanto nossos governantes deixam de lado a Saúde”, disse Cavalcanti.

No vídeo, o médico diz: “Fio de aço? Como é que eu vou fechar aqui, ó? O tórax está aberto aqui, ó, tenho que fechar isso aqui com fio de aço. Eu não tenho fio de aço para fechar isso aqui. Como é que eu vou fechar este paciente? Não tem como eu fechar. No Walfredo Gurgel não tem fio de aço. O paciente está aberto e eu não tenho como fechar. De quem é a culpa disso? Fio de aço custa muito barato”. O paciente, que foi operado porque levou uma facada no peito, sobreviveu à cirurgia e passa bem. Os fios de nylon só devem ser retirados com um mês de operação.

Em resposta à denuncia do presidente do CRM-RN, o governo do Rio Grande do Norte lançou uma nota informando que “a falta de insumos para o hospital foi pontual e que o problema já foi resolvido”. Sobre o caos no sistema de saúde, onde os médicos estão em greve há mais de oito meses, o governo disse que “enviará para a Assembleia Legislativa Projeto de Lei com proposta de aumento de 12% aos médicos servidores estaduais, tão logo se inicie o ano legislativo. O reajuste será implantado em duas parcelas. Com a aprovação da lei a ser encaminhada à Assembleia, no mês de fevereiro de 2013, a remuneração dos médicos terá reajuste de 6%. E, em fevereiro de 2014, serão concedidos os outros 6%, sobre os valores atualmente vigentes (sem acumulação).” Ainda em nota, o governo tenta esclarecer outros fatos referentes ao caos estabelecido na saúde potiguar.

Lauriberto Braga

    Você também pode gostar

    Cirurgião reclama de falta de material em hospital no RN

    Arquivo Geral

    17/01/2013 18h40

    O colapso na área de saúde no Rio Grande do Norte fez com que o cirurgião Jeancarlo Cavalcanti gravasse um vídeo mostrando que não tinha fio adequado (de aço) para pontear uma cirurgia torácica de um paciente. No vídeo, que circula na internet, o médico, que é presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CRM-RN), diz que teve que fechar a cirurgia realizada há 15 dias, no maior hospital publico de Natal, o Walfredo Gurgel, com fio de nylon. “Postei este vídeo para realmente chocar e mostrar quanto nossos governantes deixam de lado a Saúde”, disse Cavalcanti.

    No vídeo, o médico diz: “Fio de aço? Como é que eu vou fechar aqui, ó? O tórax está aberto aqui, ó, tenho que fechar isso aqui com fio de aço. Eu não tenho fio de aço para fechar isso aqui. Como é que eu vou fechar este paciente? Não tem como eu fechar. No Walfredo Gurgel não tem fio de aço. O paciente está aberto e eu não tenho como fechar. De quem é a culpa disso? Fio de aço custa muito barato”. O paciente, que foi operado porque levou uma facada no peito, sobreviveu à cirurgia e passa bem. Os fios de nylon só devem ser retirados com um mês de operação.

    Em resposta à denuncia do presidente do CRM-RN, o governo do Rio Grande do Norte lançou uma nota informando que “a falta de insumos para o hospital foi pontual e que o problema já foi resolvido”. Sobre o caos no sistema de saúde, onde os médicos estão em greve há mais de oito meses, o governo disse que “enviará para a Assembleia Legislativa Projeto de Lei com proposta de aumento de 12% aos médicos servidores estaduais, tão logo se inicie o ano legislativo. O reajuste será implantado em duas parcelas. Com a aprovação da lei a ser encaminhada à Assembleia, no mês de fevereiro de 2013, a remuneração dos médicos terá reajuste de 6%. E, em fevereiro de 2014, serão concedidos os outros 6%, sobre os valores atualmente vigentes (sem acumulação).” Ainda em nota, o governo tenta esclarecer outros fatos referentes ao caos estabelecido na saúde potiguar.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado