“Por uma determinação da empresa o time feminino está encerrando hoje”, disse Vanzelotti, acusando divergências entre os dirigentes da equipe catarinense e a Prefeitura de Florianópolis. Segundo ele, as principais verbas teriam de vir exatamente do município, ao contrário do que acontece com o time masculino da Cimed, campeão da Superliga neste ano.
“Desde seu lançamento, ficou claro que o projeto da equipe feminina era independente do masculino e dependia do investimento da prefeitura com apoio da Cimed para que a equipe crescesse”, garantiu o presidente. “Mas como as negociações não evoluíram hoje a decisão é fechar, porque o planejamento do clube não comporta o custo do feminino”, afirmou.
Ao mesmo tempo, Vanzelotti desmentiu que haja qualquer pendência financeira com as atletas desde o momento em que a Cimed participa do projeto. “Não há salários atrasados”, sentenciou, o que foi confirmado pelo técnico da equipe, Ivo José de Oliveira, o Badeco.
Apesar deste fato, o treinador não conseguiu esconder sua decepção pelo fechamento da equipe. “É triste ter essa notícia um dia após o título da Liga Nacional. O vôlei feminino de Florianópolis está conquistando um espaço novo no esporte e precisamos encontrar uma solução rápida”, declarou.
O superintendente geral da Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis (FME), Antônio Carlos Gouveia, o Carlão, confirmou que trâmites burocráticos atrapalharam a liberação de recursos, mas garante existir esperança para solucionar o problema.
“O projeto depende de várias instâncias e acredito que devemos ter novidades logo”, garantiu. “Assim como o prefeito Dário Berger, estou empenhado nisso para que o time feminino possa disputar a Superliga”, concluiu Carlão.