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Brasil

Cientista da Amazônia Maria Teresa Fernandez Piedade conquista Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026

Pesquisadora do Inpa é reconhecida por estudos sobre ecossistemas aquáticos e impactos climáticos na região.

Redação Jornal de Brasília

24/04/2026 18h42

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Foto: Érico Xavier/Fapeam

A trajetória científica de Maria Teresa Fernandez Piedade, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foi premiada com o Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026. A honraria, uma das principais da ciência brasileira, reconhece suas contribuições para o estudo dos ecossistemas aquáticos da Amazônia e seu impacto no equilíbrio climático do país.

Com quase cinco décadas de dedicação, Maria Teresa concentrou suas pesquisas nas adaptações da vegetação e de outros organismos às variações dos níveis dos rios amazônicos. Esses estudos exploram como os ecossistemas se ajustam aos ciclos anuais de cheias e secas, fundamentais para o funcionamento da floresta. “Meu trabalho é, principalmente, buscar as adaptações da vegetação aos corpos de água da região dos grandes e dos pequenos rios da Amazônia e estudar como os organismos se adaptam a esses sistemas onde a água sobe e desce ao longo do ano”, explica a cientista.

Sua equipe também investiga os efeitos das intervenções humanas, como barragens, que alteram o regime natural dos rios e provocam mudanças na vegetação e na biodiversidade. Apesar dos avanços, Maria Teresa alerta para os desafios ambientais na região, incluindo desmatamento, poluição e mudanças climáticas. “É uma corrida contra o tempo”, afirma, defendendo maior investimento em ciência e na formação de novos pesquisadores para preencher lacunas de conhecimento na Amazônia.

Ao receber o prêmio, a pesquisadora expressou emoção e surpresa. “Receber o Prêmio Almirante Álvaro Alberto é um sonho inimaginável”, disse. Ela destacou o apoio institucional, especialmente do CNPq, que viabilizou suas bolsas e projetos ao longo da carreira. Maria Teresa também enfatizou a importância de incentivar a participação feminina na ciência, afirmando que “nenhuma mulher deve se sentir menor e deixar de fazer pesquisa porque é mulher”, promovendo uma ciência mais colaborativa e sensível.

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