A cidade de Maria da Fé, no interior de Minas Gerais, adiou a volta às aulas por causa da chuva que atingiu o município na segunda-feira. O retorno do ano letivo estava previsto para acontecer ontem. Agora, a expectativa é de que os alunos voltem às aulas na próxima segunda-feira, dia 7.
Segundo a secretária de Educação da cidade, Patrícia de Almeida Bernardo, duas escolas municipais foram atingidas pela enchente. O rio Ribeirão Cambuí transbordou e seu nível ficou três metros acima da calha. A enchente atingiu a pré-escola Jardim Florido, que tem 195 alunos, e a Escola Municipal Arlindo Arone, na qual 503 alunos estão matriculados. Funcionários da prefeitura trabalham na limpeza das escolas. “Tivemos perda de material escolar e merenda”, afirma a secretária.
Outro motivo para o cancelamento da volta às aulas em toda a rede municipal foi que parte da zona rural da cidade está isolada, pois houve queda de barreiras. Cerca de 50% dos alunos matriculados na rede municipal de ensino vivem na zona rural.
Ao todo, a cidade tem 1.790 estudantes na rede municipal de ensino em nove escolas, seis na zona rural e três na área urbana. Maria da Fé tem cerca de 15 mil habitantes. O município decretou situação de emergência por causa das chuvas no dia 12 de janeiro, segundo o boletim da Defesa Civil estadual.
Emergência
Já chega a 113 o número de cidades em situação de emergência em Minas por conta das chuvas. As últimas cidades a decretarem a situação foram Boa Esperança, Natércia e Piedade do Rio Grande. De acordo com o boletim divulgado pela Defesa Civil na manhã de hoje, são 160 os municípios afetados pelas chuvas.
Ainda segundo o balanço da Defesa Civil, em todo o Estado, 1.354.541 pessoas foram afetadas de alguma maneira pelos temporais, que deixaram 17.760 desalojados, que estão na casa de parentes ou amigos, e 34.565 desabrigados, que perderam tudo e ocupam abrigos públicos, desde outubro de 2010. Apenas em janeiro, 63 cidades decretaram situação de emergência. Ainda não há nenhum município do Estado que tenha registrado situação de calamidade pública.