Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho, conhecido por esquartejar duas mulheres 1966 e em 1976, pode voltar ao contato social após 36 anos de reclusão. Apesar de extinta sua punibilidade em 1998, ele permaneceu internado desde 1994 na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, quando o Ministério Público pediu a decretação de interdição do preso em estabelecimento psiquiátrico em regime fechado, após exame psiquiátrico.
Chico Picadinho poderá ser submetido nesta quarta-feira (30) a uma nova avaliação no Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), onde será questionado pela sua defesa e pelo Ministério Público, além de ser avaliado por profissionais. A avaliação faz parte do processo que busca a liberdade da interdição imposta pela Justiça a pedido do MP.
Crimes
Francisco cometeu o primeiro crime em agosto de 1966, quando estrangulou e esquartejou com tesoura, faca e lâmina de barbear, a bailarina austríaca Margareth Suida, 38 anos. Ele foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão. Obteve liberdade condicional, em junho de 1974.
Dois anos mais tarde, em outubro de 1976, ele confessou o assassinato de Ângela de Souza da Silva. Ele matou e retalhou o corpo de Ângela com serrote, canivete e uma faca e depois, colocou os restos da mulher em uma mala e patê deles jogou no vaso sanitário.