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Brasil

Chefe da Ferrari de olho na postura da McLaren em 2008

Arquivo Geral

09/01/2008 0h00

Substituto de Jean Todt como chefe da Ferrari a partir desta temporada, o italiano Stefano Domenicali não escapou de ser questionado sobre espionagem na Fórmula 1, assunto exaustivamente comentado na última temporada. Esperançoso de que a categoria se livre desta mancha, o novo mandatário da escuderia lembrou que isso dependerá do comportamento da McLaren.

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A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afirmou que deu por encerrada a polêmica depois que a McLaren fez um pedido formal de desculpas e abriu suas portas para que o desenvolvimento de seu carro de 2008 fosse investigado, de modo a garantir que não houve apropriações indevidas de informações da Ferrari.

Domenicali afirma que não quer voltar a tocar no assunto, mas que isto não depende apenas dele e de sua equipe. “As feridas são difíceis de cicatrizar por causa do contexto no qual veio à tona. Quando seu dedo é queimado, você não se aproxima do fogo novamente até que você tenha aprendido como lidar com o vento e outras variáveis. Assim, veremos como eles (a McLaren) se comportarão”, disse.

“Acho que o que aconteceu na última temporada não foi bom para a credibilidade da Fórmula 1. O bom é que o mundo reagiu de uma boa maneira e a FIA procedeu da maneira certa. Mas estas coisas machucaram a Fórmula 1 claramente”, completou.

Embora a Ferrari e muitos outros times tenham reforçado sua segurança para limitar a ação de espiões, Domenicali acredita que é praticamente impossível erradicar completamente tal possibilidade.

“Estamos falando de pessoas, que têm certas responsabiliades com as organizações e não há procedimentos que funcionem contra traição de valores. Se as pessoas de certo nível não respeitam os princípios de lealdade esportiva, não há o que fazer”, lamentou o homem forte da Ferrari.

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