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Política & Poder

Cerca de 20 mil presos poderão votar nas eleições

Arquivo Geral

01/10/2010 14h00

Cerca de 20 mil presos provisórios e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e de internação poderão votar nas eleições que acontecem no próximo domingo, 3, segundo informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Serão instaladas urnas eletrônicas em 424 unidades prisionais e de internação de jovens do Distrito Federal (DF) e de 25 Estados brasileiros, com exceção de Goiás, no primeiro e segundo turno das eleições.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 5 mil pessoas votarão em 97 presídios mineiros e unidades de internação de adolescentes, onde funcionarão seções eleitorais. Em São Paulo, as urnas estarão instaladas em 113 unidades, onde cerca de 4.500 presos e jovens poderão votar. A medida beneficia apenas os presos provisórios, já que pela Constituição ficam impedidos de votar os condenados criminalmente, com sentença transitada em julgado ainda em vigor.

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    Arquivo Geral

    17/08/2010 18h14

    Cerca de 20 mil presos à espera de julgamento e adolescentes entre 16 e 17 anos que cumprem medidas socioeducativas poderão votar nas eleições de 3 de outubro.

    Aproximadamente 473 mil pessoas estão atrás das grades no Brasil, das quais 152 mil ainda não foram condenadas e teriam direito a votar, segundo a agência de notícias da Câmara dos Deputados.

    No entanto, apenas 20 mil poderão votar, pois as autoridades preferiram não transferir urnas eletrônicas e mesas de votação às prisões consideradas de alto risco, que são a maioria.

    O direito ao voto de presidiários consta da Constituição Brasileira de 1988, mas só a partir de março deste ano ele foi regulamentado, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu normas para a instalação de urnas nas prisões.

    Somente os presos já condenados não têm direito ao voto.

    Em alguns estados brasileiros, como no Sergipe, os presos podem votar desde as presidenciais de 2002 graças a decisões judiciais. Nas municipais de 2008, esse direito foi estendido a outros 11 estados do país.

    Segundo as autoridades eleitorais, o pleito de 3 de outubro será o primeiro em que os presos ainda não condenados poderão exercer direito ao voto em todo o país.

    Diante dessa novidade, o TSE esclareceu que os candidatos não poderão entrar nas prisões nem enviar material de campanha, mas acrescentou que os presos poderão, a partir de hoje, assistir aos programas de campanha transmitidos pela televisão e rádio.

    De acordo com a nova normativa, a Justiça estadual de cada estado coordenará a instalação de urnas eletrônicas nas prisões.

    O juiz Ricardo Lewandowski expressou preocupação com a segurança e os aspectos técnicos em regiões com grande população carcerária, como São Paulo, onde há 52 mil presos distribuídos em 388 prisões e cerca de 4 mil têm direito ao voto.

    No entanto, o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, destacou que “as dificuldades em São Paulo são mais altas, mas a infraestrutura (para garantir a segurança) também é grande”.

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