A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) denunciou hoje que a censura imposta ao jornal brasileiro “O Estado de S.Paulo” está prestes a completar 200 dias.
“A liberdade de informar segue suspensa”, diz um comunicado divulgado pela organização, que diz que o diário está proibido de publicar qualquer tipo de informação relativa aos processos envolvendo o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado brasileiro, José Sarney.
Enquanto a censura imposta ao “Estado de S.Paulo” não for suspensa, destaca a nota, todos os meios de comunicação do país continuarão ameaçados, acrescenta o comunicado.
Em 17 de dezembro de 2009, Fernando Sarney retirou as ações que havia apresentado contra o “Estadão” e que, em julho passado, deram origem à ordem judicial que proibiu o jornal de mencionar os processos envolvendo o empresário.
“O Estado de S.Paulo” foi a primeira publicação a denunciar a família Sarney por negócios suspeitos com empresas públicos. O jornal baseou suas reportagens em trechos autorizados de conversas telefônicas gravadas durante uma operação policial, as quais revelariam vínculos entre José Sarney e a suposta contratação ilegal de parentes e correligionários.