FOLHAPRESS
As Cataratas do Iguaçu estão com vazão cinco vezes acima do normal no começo de setembro em razão das chuvas que atingiram a bacia do rio Iguaçu nos últimos dias.
Nesta quinta-feira (3), a vazão chegou a 7,75 milhões de litros por segundo, de acordo com a Copel (Companhia Paranaense de Energia). A média é de 1,5 milhão de litros por segundo.
O volume é um pouco menor do que o registrado na quarta-feira (2), quando a vazão chegou a mais de 8,3 milhões de litros d’água por segundo.
A concessionária Urbia+Cataratas, que faz a administração do Parque Nacional do Iguaçu, informou que a passarela com vista para a Garganta do Diabo e a trilha das Cataratas permanecem abertas à visitação.
A vazão está sob monitoramento da concessionária e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).
A interdição pelo lado brasileiro costuma ocorrer quando a vazão se aproxima de 9 milhões de litros por segundo, conforme as condições climáticas. Em 23 de julho, o acesso nacional à passarela principal foi fechado devido ao alto volume de água, que chegou a 9,1 milhões de litros por segundo.
No lado argentino das cataratas, a trilha da Garganta do Diabo foi interditada em 3 de agosto por um período de 40 dias como precaução devido às chuvas previstas para o mês.
O rio Iguaçu nasce em Piraquara, a cerca de 20 km de Curitiba, e percorre aproximadamente 1.320 km até chegar a Foz do Iguaçu.
Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), as chuvas nas regiões sul e oeste do estado aumentaram o volume de água no rio, que chegou às quedas d’água. A concessionária do parque diz que a vazão vem aumentando desde o dia 31 de agosto.
As chuvas são associadas ao El Niño, que deve influenciar o volume de precipitação e a ocorrência de fenômenos climáticos extremos na região sul do Brasil até março.
O Paraná registrou chuvas acima da média no mês de agosto de acordo com dados do Simepar, com fenômenos climáticos extremos, como o registro de um tornado em Piraí do Sul e queda de granizo em diferentes cidades.
O órgão estadual informou que 44 das 47 estações meteorológicas do estado com mais de cinco anos de operação registraram chuvas acima da média no período.