Menu
Brasil

Casos de dengue em Jaú podem chegar a 10 mil

Arquivo Geral

08/05/2014 16h28

Mais de 10 mil pessoas podem ter contraído dengue neste ano em Jaú, no interior de São Paulo, que vive uma epidemia da doença. O número oficial de pessoas doentes subiu nesta quinta-feira, 08, para 3.223 casos positivos, porém as subnotificações preocupam as autoridades sanitárias. Elas avaliam que aproximadamente 10 mil pessoas, que contraíram a doença, não procuraram os serviços de saúde para se tratar. E as clínicas e consultórios particulares não estão notificando os casos. A epidemia causou a morte de sete pessoas entre março e abril, uma delas por dengue hemorrágica. O vírus circulante é do tipo 1, mas 22 pessoas foram internadas com a forma mais grave da doença e aos menos cinco continuavam hospitalizadas nesta quinta.

“A subnotificação é preocupante porque pode causar sérios prejuízos aos pacientes e prejudica o controle da doença”, diz a enfermeira Leila Garcia Rossi, do Serviço de Vigilância Epidemiológica do município. Segundo ela, além das pessoas que não procuraram atendimento, a subnotificação é feita também pelos próprios consultórios e clínicas médicas. “Embora seja uma doença de notificação compulsória, podemos contar nos dedos os médicos e laboratórios particulares que fazem a notificação dos casos”, diz. Segundo ela, ao menos 10 mil pessoas podem ter adquirido a doença na cidade, de 140 mil habitantes.

Médicos ouvidos pela reportagem estimam que a subnotificação é ainda maior: de aproximadamente 20 mil pessoas. Só na Santa Casa de Jaú, 85 profissionais, entre eles 25 médicos e 30 enfermeiros contraíram a doença. “Em toda a cidade, por onde a gente anda, há casos de pessoas doentes. A situação é tão grave que até o comércio e a indústria sentem os efeitos com a perda de funcionários”, disse um médico, que pediu para não ser identificado.

“Acho que não chega a tanto (20 mil), mas 10 mil é um número razoável. O problema é que por ser uma doença de transmissão viral, as pessoas acham que podem se cuidar sozinhas e não procuram os médicos. Mas os prejuízos podem ser grandes, pois ao usar um remédio errado a doença pode se agravar”, diz Leila. No entanto, segundo ela, a contaminação está diminuindo. “Pelos nossos números, a epidemia está perdendo a força. Em março de 100 a 200 suspeitos eram notificados por dia. Hoje estamos em 20 por dia”, diz. O último boletim da doença, divulgado nesta quinta, informa que o município tem 3.223 casos positivos e 1.871 negativos. Os casos são confirmados com base nos sintomas clínicos dos pacientes.

Chico Siqueira, especial para AE

    Você também pode gostar

    Casos de dengue em Jaú podem chegar a 10 mil

    Arquivo Geral

    08/05/2014 11h49

    O número oficial de pessoas contaminadas pela dengue subiu nesta quinta-feira, 8, para 3.223 casos positivos, em Jaú, no interior paulista. No entanto, mais de 10 mil pessoas podem ter contraído a doença e não ter procurado os serviços de saúde. A epidemia causou a morte de sete pessoas entre março e abril, uma delas por dengue hemorrágica. Vinte duas foram internadas com a forma mais grave da doença, aos menos três continuam hospitalizadas.

    “A subnotificação da doença é preocupante porque pode causar sérios prejuízos aos pacientes”, diz a enfermeira Leila Garcia Rossi, do Serviço de Vigilância Epidemiológica da cidade. Segundo ela, além das pessoas que não procuraram atendimento, a subnotificação é feita também pelos próprios consultórios e clínicas médicas.

    “Embora seja uma doença de notificação compulsória, podemos contar nos dedos os médicos e laboratórios particulares que fazem a notificação dos casos”, diz. Ela estima que pelo menos 10 mil pessoas podem ter adquirido a doença na cidade, de 140 mil habitantes. Médicos ouvidos pela reportagem estimam que a subnotificação é ainda maior: de aproximadamente 20 mil pessoas. Só na Santa Casa de Jaú, 85 profissionais, entre eles 25 médicos e 30 enfermeiros, contraíram a doença.

    “Acho que não chega a tanto (20 mil), mas 10 mil é um número razoável. O problema é que por ser uma doença de contaminação viral, as pessoas acham que podem se cuidar sozinhas e não procuram os médicos. Mas os prejuízos podem ser grandes, pois com remédio errado a doença pode se agravar”, afirma Leila.

    No entanto, Leila diz que a contaminação está diminuindo. “Pelos nossos números, a epidemia está perdendo a força. Em março de 100 a 200 suspeitos eram notificados por dia. Hoje estamos em 20 por dia”, diz. O último boletim da doença, divulgado nesta quinta-feira, 8, informa que o município tem 3.223 casos positivos e 1.871 negativos. Os casos são confirmados com base nos sintomas clínicos dos pacientes.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado