O promotor Francisco Cembranelli, illness do Ministério Público, link entregou nesta terça-feira, ao Tribunal do Júri do Fórum de Santana, a denúncia contra o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, morta no último dia 29 de março. A Justiça tem cinco dias para decidir se aceita ou não a denúncia que afirma: ambos mataram Isabella Nardoni.
O parecer pede a prisão preventiva do casal, indiciado por homicídio doloso triplamente qualificado, com pena de 12 a 30 anos de prisão. A justificativa do promotor é de que a prisão dará tranquilidade ao processo e acelera o desfecho do caso. Segundo Cembranelli, com Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá soltos, não haverá solução “antes de cinco ou seis anos”.
O casal também foi indiciado pelo crime de fraude processual. Laudos comprovam que algumas provas foram alteradas. Os indícios afirmam que Anna Jatobá e Alexandre Nardoni removeram sangue. “O casal deveria explicar esse sangue em vez de criticar os peritos”, disse Cembranelli.
O promotor não especificou os motivos que levaram o casal a matar a garota. Com base em provas do inquérito policial, a esganadura da menina foi feita pela madrasta e Alexandre jogou a filha pela janela.
Francisco Cembranelli disse que há provas contundentes de que houve uma “discussão provocada por ciúme” e, logo depois, Isabella teria sido agredida pela madrasta, que tinha ciúmes da mãe da menina, Ana Carolina Oliveira. “Existem muitos depoimentos obtidos na investigação que indicam que muitas discussões acirradas aconteciam entre o casal, principalmente, nos finais de semana, quando Isabella estava presente. Pelo menos dez testemunhas se referem a isso”, disse. Os indícios são que a discussão tenha começado dentro do carro.
De acordo com a denúncia, Isabella não foi agredida dentro do carro e sim no apartamento. O promotor disse que Alexandre teria arremessado a menina viva da janela do 6º andar. “Ele (Nardoni) não arremessou a menina achando que ela estivesse morta. Havia circunstâncias que indicavam que a menina estivesse viva”, afirmou. “A intenção foi dar a solução a um problema que já existia”. Cembranelli afirma que, 1 minuto depois que o corpo de Isabella caiu, Alexandre desceu do apartamento. Enquanto isso, Anna Carolina ficou no apartamento limpando as manchas de sangue e lavando a fralda que foi usada para retirar limpar o sangue do rosto da criança.
O próximo passo é a decisão do juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, pela abertura ou não de uma ação penal, e se decreta a prisão preventiva do casal. Se a prisão for decretada, ambos ficarão presos até o final do processo penal. Cembranelli garante ainda que tem provas suficientes para condenar o casal.
Para Cembranelli, não há indícios que incriminem outra pessoa além do casal. “Não existem indícios incriminando qualquer outra pessoa. Se houve posteriormente, será analisado e aqueles que agiram de má fé serão responsabilizados”, disse.
Quanto ao perfil psicológico do casal, o promotor disse que, segundo testemunhas, a convivência entre Alexandre e Anna Carolina era difícil e que eles tinham um perfil agressivo. De acordo com Cembranelli, o fato foi comprovado quando houve o relato de que Anna Jatobá jogou o seu filho Cauã, de 11 meses, sobre a cama para agredir o marido.