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Caso Henry: Monique dava remédio para ansiedade ao garoto

Henry tomava remédio para ansiedade três vezes ao dia. O nome do medicamento ainda não foi revelado

Em novo depoimento à polícia Civil sobre o chamado Caso Henry, a empregada da família, Leila Rosângela de Souza, contou que o casal tomava muitos remédios e que também dava medicamentos a Henry. O vereador Dr. Jairinho, padrasto de Henry Borel, e a mãe, Monique Medeiros, foram presos há uma semana suspeitos de envolvimento na morte do garoto.

Leila afirmou que Monique havia explicado a ela que os remédios “eram dados porque Henry não dormia direito, passava muito tempo acordado”. Henry tomava remédio para ansiedade três vezes ao dia. O nome do medicamento ainda não foi revelado.

A doméstica disse ainda que Henry “chorava o tempo todo” e vomitava de vez em quando. Durante uma das crises de choro, a mãe, Monique Medeiros, falou que ele era “muito mimado” e que, se ele continuasse chorando à toa, ela “levaria ele para morar com o pai dele”. Segundo a empregada, Henry teria respondido que não queria morar com o pai.

Novo depoimento

O depoimento relatado acima foi concedido na quarta-feira (14). Enquanto isso, a nova defesa de Monique solicitou um novo depoimento. Segundo eles, “chegou a hora de a Monique falar de maneira isenta”.

O trio de advogados – formado pelos criminalistas Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad – não quis dar maiores detalhes, mas deu a entender que Monique irá mudar o teor das declarações que deu em seu primeiro depoimento, prestado em 17 de março.

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“Chegou o momento de a Monique falar, o momento de a Monique falar de maneira isenta. Ela vai ter a oportunidade de novamente prestar depoimento, e o que nós entendemos é que, nesse momento, ninguém pode falar em nome da Monique”, disse Novais. “A estratégia que a defesa tem é única e exclusivamente uma: que a Monique diga a verdade”






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