“Claramente, no rx nosso sistema financeiro está sob um forte estresse e precisamos de uma lei”, disse Tony Fratto, porta-voz da Casa Branca.
Por sua vez, a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, que desempenha um papel importante nas conversas, ressaltou também hoje que “o acordo tem que acontecer”, e assegurou que espera que seja alcançado “nas próximas 24 horas”.
No entanto, o senador Richard Shelby, do Alabama, que é o republicano de maior hierarquia no Comitê de Bancos do Senado e um dos que mais se opõem ao plano, afirmou hoje em declarações à televisão que a proposta apresentada por Henry Paulson, secretário do Tesouro americano, “está mal estruturada”.
A insistência da Casa Branca ocorreu depois que, na quinta-feira à tarde, fracassou o princípio de acordo ao qual tinham chegado os legisla dores com o Governo pelas reservas dos republicanos mais conservadores do Congresso.
Na quinta-feira à noite foi anunciada também a falência do Washington Mutual, que representa o maior afundamento de uma entidade financeira na história dos Estados Unidos e o transforma em um símbolo dos excessos do “boom” imobiliário dos últimos anos no país.
O Governo, no que representa a maior intervenção em um banco até agora, tomou o controle da entidade, que possui US$ 307 bilhões em ativos, e acertou uma venda de urgência ao JP Morgan.