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Carnaval dos blocos de rua em julho poderá ser cancelado, diz prefeito de SP

Os coletivos tiveram que contar com financiamento coletivo ou pagar do próprio bolso os sistemas de som, a oferta de bebidas e o banheiro

Por FolhaPress 30/06/2022 1h07
Foto: Prefeitura do Estado de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), colocou em dúvida a realização do Carnaval de rua entre os dias 16 e 17 de julho deste ano. Segundo ele, a festa só será realizada se houver interessado privado em patrociná-la.

“Se não houver patrocínios privados, a prefeitura não colocará dinheiro no Carnaval fora de época”, afirmou Nunes, na manhã desta quinta-feira (30).

“Evidentemente que se estivéssemos falando do Carnaval em sua época, no início do ano, iríamos aportar para termos o evento”, completou.

A prefeitura já abriu um segundo edital para receber propostas de patrocínio. Com lances a partir de R$ 6 milhões, o documento só será aberto até o dia 7 de julho, a menos de dez dias da data prevista para a festa.

No primeiro edital, com lances mínimos a partir de R$ 10 milhões, não houve nenhuma empresa interessada em bancar o evento.

“Acredito que, agora, com a redução no valor, tenhamos patrocinadores”, disse o prefeito.

Em junho, a Secretaria Municipal de Cultura divulgou uma lista com 216 blocos que pretendem desfilar no Carnaval de rua fora de época da capital paulista, nos próximos dias 16 e 17.

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Em fevereiro, o Carnaval foi vetado pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária por causa da alta de casos provocada pela variante Ômicron do novo coronavírus, que lotava as unidades de saúde.

Dois meses depois, em abril, mesmo sem o apoio da prefeitura, 17 deles, segundo cálculos da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), fizeram a folia no mesmo período em que eram realizados desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi.

Os coletivos tiveram que contar com financiamento coletivo ou pagar do próprio bolso os sistemas de som, a oferta de bebidas e o banheiro químico.

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