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Brasil

Capes: 34,7% das pós-graduações têm eficiência regular

Arquivo Geral

14/09/2010 19h40

Avaliação feita pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) mostra que 34,7% dos programas de pós-graduação do País apresentam desempenho ruim ou regular. Dos 2.718 analisados, 75 receberam nota 1 e 2, insuficiente para manter o credenciamento do programa. Outros 870 alcançaram nota 3, considerada regular, segundo o estudo divulgado hoje, em Brasília.

Notas 6 e 7, que indicam desempenho de padrão internacional, foram alcançados por 10,9% do grupo analisado: 186 alcançaram nota 6 e 112, nota 7. Comparada com análise divulgada em 2007, a situação dos programas de pós-graduação pouco mudou.

Do grupo analisado, 71% dos programas apresentaram nota semelhante a da avaliação anterior, 10% tiveram desempenho pior e somente 19% apresentaram notas mais elevadas. Apesar de os números indicarem estagnação, o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, comemorou os resultados. “Houve uma melhora considerável”, disse. Para justificar sua avaliação, ele citou a colocação do Brasil no ranking de produção científica feito pelo Journal of Scientific Research. “Estamos em 13º lugar, há poucos anos, estávamos em 20º”, acrescentou.

Guimarães também citou a nota brasileira no Fator de Impacto, fruto da relação entre número de pesquisas publicadas pelo País e número de citações desses trabalhos em outros estudos. A nota nacional nesse índice é de 3,13. Mesmo assim, está abaixo da média mundial, que é de 4,13. “Mas essa média é puxada para cima pelos primeiros colocados, o importante é que nossa posição no ranking cresceu muito nos últimos anos”.

A Capes não divulgou a lista de programas que obtiveram notas 1 e 2. As instituições onde os programas são oferecidos têm 30 dias, contados a partir de hoje, para questionar a avaliação. “Somente depois desse período, e avaliadas as considerações, é que a lista será divulgada”, afirmou o presidente.

Análise

A análise feita pela Capes nos programas de pós-graduação é feita a cada três anos. Nesta última edição, 877 consultores analisaram 4.099 cursos – 2.436 de mestrados, 1.420 de doutorados e 243 mestrados profissionais. Nesta última avaliação, o número de cursos de mestrados e doutorados avaliados é 20,8% maior do que em 2007.

O trabalho mostra que a Região Norte foi a que apresentou maior crescimento de cursos avaliados: um aumento de 35,3% em comparação com 2007. Em seguida, está a região Nordeste, com crescimento de 31,3%. Mesmo com esse aumento, o Sudeste é ainda a região com maior número de cursos: 2.190, o equivalente a 53,4% de todos os cursos oferecidos no País.

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