Depois que o presidente do Senado, José Sarney, submeteu às lideranças partidárias uma proposta de revisão do estatuto do desarmamento, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça (11) que o governo decidiu, em parceria com entidades da sociedade civil, antecipar para o dia 6 de maio o lançamento da campanha do desarmamento. A previsão inicial do ministério era dar início à campanha em junho.
Em 2005, quando aconteceu o referendo sobre o desarmamento, mais de 60% da população votou contra a proibição do comércio de armas de fogo e munições no País. A discussão voltou à tona após o episódio da semana passado, quando um jovem matou 12 crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro.
Por sugestão do governo, a campanha deverá começar quase um mês depois da tragédia no colégio, e correrá até o fim do ano. A data ainda será oficializada.