O diretor-adjunto afastado da Agência Brasileira de Informação (Abin) José Milton Campana informou hoje (3) aos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas que a participação do órgão nas investigações da Operação Satiagraha foi no sentido de confirmar endereços e de checar como os nomes dos investigados aparecem na base de dados da Justiça e do sistema financeiro.
“Atuamos na verificação de endereços, generic consultas a banco de dados, pharm registros nos tribunais, for sale Serasa e vários outros órgãos”, disse Campana, que negou ainda a existência de disputa entre a Abin e a direção da Polícia Federal. “A relação é de cooperação”, destacou.
O compartilhamento das informações entre a Abin e a Polícia Federal, de acordo com Campana, é uma rotina nas investigações e o contato é feito por meio do Departamento de Inteligência Policial (DIP) da Polícia Federal. “O DIP faz parte do Sistema Brasileiro de Inteligência, da mesma forma que a Abin. Os dados são compartilhados e esse compartilhamento é fundamental para o sucesso das investigações”, disse Campana.
Ele afirmou ainda que os equipamentos adquiridos pela Abin e pelo Exército em 2006 eram voltados à segurança dos Jogos Pan-Americanos e que eles eram destinados à varredura das áreas.
De acordo com o diretor do Centro de Pesquisa para Segurança das Comunicações (Cepesc), Otávio Cunha, que colaborou com a CPI, o equipamento comprado para o PAN, chamado Omni-spectral Correlator, tem capacidade de identificar ligações telefônicas existentes em um ambiente, mas não é capaz de decodificar os sinais. Desta forma, ele não serve para escutas telefônicas por não dar acesso ao conteúdo das conversas.