O colonial El Camino Real de Tierra Adentro, que atravessa grande parte do México e o sul dos Estados Unidos e é considerado uma das rotas mais antigas e extensas da América, foi inscrito hoje como novo Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
A candidatura foi aprovada hoje pelos membros do Comitê de Patrimônio Mundial da Unesco, reunidos desde a segunda-feira passada em Brasília para sua 34ª reunião.
No ano passado, a postulação foi apresentada pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México, que desde 1994 realiza gestões para tentar resgatar a rota original, e descrever e preservar os bens que marcavam o caminho.
Estes trabalhos incluem a busca de fatos originais, pontes, calçamento de pedras, igrejas, missões e fazendas que fazem parte desse caminho com cerca de 2,9 mil quilômetros de extensão.
El Camino Real de Tierra Adentro, também conhecido como El Camino de la Plata ou El Camino de Santa Fe, era a principal via de ligação entre a Cidade do México e o norte do país, e foi traçado pelos colonizadores espanhóis no século XVI.
O trajeto, que iniciava na Praça de Santo Domingo na capital mexicana, se estendia durante a colonização espanhola até Santa Fe e San Juan Pueblo, hoje no estado do Novo México (EUA), e permitiu o desenvolvimento de inúmeras povoações.
O caminho serviu de rota para transportar prata, mercúrio e produtos agrícolas explorados no norte do México, assim como para as campanhas militares e a expansão da evangelização no norte da chamada Nova Espanha.
Na reunião em Brasília foi aprovada até o momento a inclusão de 23 novos bens do Patrimônio Culturais, o que eleva para 912 o número de lugares incluídos na lista do Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.
Os membros do Comitê do Patrimônio Mundial ainda têm que analisar até na terça-feira outras 15 das 39 candidaturas apresentadas por 33 países.