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Brasil

Button e Honda garantem primeira vitória. Barrichelo é quarto.

Arquivo Geral

06/08/2006 0h00

Desta vez, não foi apenas o finlandês Kimi Raikkonen quem não teve sorte na etapa do Mundial de Fórmula 1. No GP da Hungria, nem ele nem o espanhol Fernando Alonso conseguiram completar a prova, que acabou rendendo à Honda, com Jenson Button, sua primeira vitória desde a implantação do novo projeto.

Para o inglês, esta também foi a primeira vez que venceu uma prova do Mundial. Com emoção extra garantida pela pista molhada em Hugaroring, o pódio foi preenchido apenas por caras novas com Pedro de la Rosa em segundo seguido por Nick Heidfeld.

A falta de sorte só não foi geral para os líderes porque Michael Schumacher acabou se dando bem e pontuando, mesmo sem ter completado a prova. Com apenas três voltas para o final o alemão Michael Schumacher, que ocupava a quarta posição deu bye-bye para a etapa com problemas mecânicos. O preço, talvez, por ser fominha demais.

O alemão arriscou tudo pelo pódio e, ao contrário dos demais líderes, mantinha pneus para pista molhada para não fazer mais uma parada nos boxes. O espanhol De la Rosa brigava com ele pela segunda posição para a McLaren, mas levou um suadouro do heptacampeão, que usou de manobra duvidosa escapando pela chicane, para defender a posição.

Schumacher só permitiu a ultrapassagem na volta seguinte. A pressão sobre a Ferrari foi tanta que o alemão não teve nem como defender a posição quando foi atacado por Nick Heidfeld e perdeu o terceiro lugar. Para completar, segundo ele, teve problemas no volante e nem completou a corrida. O brasileiro Rubens Barrichello acabou na quarta posição.

Felipe Massa, que largara em segundo, teve uma corrida decepcionante e só não ficou fora da zona de pontuação pelas quebras e abandonos das últimas voltas. O brasileiro foi o oitavo colocado na chegada.

Mas a Ferrari provou que está bem de sorte. Horas depois do final da corrida, os fiscais desclassificaram o polonês Robert Kubica porque seu carro estava mais leve que o permitido. Com isso, Massa ganhou uma posição e Schumacher, que estava em nono quando os líderes cruzaram a linha, pontuou.

A briga das Honda por posições ficou empolgante no último terço da prova. Button conseguiu reduzir uma diferença que chegou a 30 segundos para Fernando Alonso para menos de três segundos e começou a pressionar.

O inglês registrava os melhores tempos da prova e forçou o espanhol à segunda parada para colocar pneus para pista seca. Logo que voltou à corrida, o carro de Alonso deu problemas. A roda traseira direita perdeu uma peça e pôs fim a sua corrida.

Segundo o italiano Flavio Briatore, a falha foi do trabalho da equipe. "Foi um erro dos boxes", afirmou, enquanto deixava a cabine de comando da escuderia. Raikkonen envolveu-se em um acidente com Liuzzi e já havia dado adeus à corrida na 27ª volta.

Confira o resultado da prova na Hungria:

1 – Jenson Button (ING/Honda) – 70 voltas – 1min31s649
2 – Pedro de la Rosa (ESP/McLaren) – a 30s8
3 – Nick Heidfeld – (ALE/BMW Sauber) – a 43s8
4 – Rubens Barrichello – (BRA/Honda) – a 45s2
5 – David Coulthard – (ESC/Red Bull) – a 1 volta
6 – Ralf Schumacher – (ALE/Toyota) – a 1 volta
7 – Robert Kubica* – (POL/BMW Sauber) – a 1 volta
8 – Felipe Massa – (BRA/Ferrari) – a 1 volta
9 – Tiago Monteiro – (POR/Midland) – a 3 voltas
10 – Christijan Albers (HOL/Midland) – a 3 voltas
11 – Scott Speed – (EUA/Toro Rosso) – a 4 voltas
12 – Jarno Trulli – (ITA/Toyota) – a 5 voltas
13 – Takuma Sato – (JAP/Super Aguri) – a 5 voltas

Não completaram
**Michael Schumacher (ALE/Ferrari) – a 3 voltas
Fernando Alonso (ESP/Renault) – a 19 voltas
Kimi Raikkonen (FIN/McLaren) – a 45 voltas
Vitantonio Liuzzi (ITA/Toro Rosso) – a 45 voltas
Nico Rosberg (ALE/Williams) – a 61 voltas
Giancarlo Fisichella (ITA/Renault) – a 62 voltas
Christian Klien (AUT/Red Bull) – a 64 voltas
Mark Webber (AUS/Williams) – a 69 voltas
Sakon Yamamoto (JAP/Super Aguri) – a 70 voltas

* Desclassificado porque estava com o carro mais leve que o exigido pelo regulamento

** Herdou o oitavo lugar porque estava em nono quando os líderes cruzaram a linha de chegada

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